Crianças roupas

Eu me sinto tão mal por ter gozado na minha tartaruga

2020.10.28 01:40 charjasp Eu me sinto tão mal por ter gozado na minha tartaruga

Por que karalhos eu fiz isso?! Eu nunca deveria ter me masturbado na frente da minha tartaruga. Então, basicamente, eu tava assistindo pornô na minha tv de 50 polegadas e a minha tartaruga tava perto de mim, no sofá. Eu só deixei ela comigo porque eu me sinto deprimido e sozinho depois de me masturbar, eu pensei que isso não aconteceria se ela estivesse comigo. Bem, eu comecei a acariciar meu pau, eu usei loção e fiquei completamente nu, mas o burrão aqui esqueceu o papel higiênico. Já era tarde demais quando percebi isso. Eu ia gozar. Eu não queria sujar a casa toda, então tive que pensar rápido. Foi quando eu vi minha tartaruga que percebi o que tinha que fazer. Eu gozei feito um condenado. Minha tartaruga foi completamente coberta com a minha poha, desde a carinha até a concha dela. Ela não disse uma palavra sobre isso, ela não se moveu, só ficou parada lá olhando pra mim como se eu tivesse matado um monte de crianças. Eu nunca vou esquecer aquele olhar. Aquele olhar de decepção partiu meu coração. Eu vesti minhas roupas, levei minha tartaruga ao banheiro e limpei ela. O que aconteceu, aconteceu. Mas minha tartaruga nunca vai esquecer. Minha tartaruga, Tommy, nunca vai me perdoar. Hoje, eu passei por ela e sei que ela ainda se lembra do que eu fiz três horas atrás. Meu único desejo, é que um dia, Tommy me perdoe pelos meus terríveis pecados.
https://www.reddit.com/confessions/comments/d8zg4n/i_feel_really_bad_cumming_on_my_turtle/
submitted by charjasp to copypastabr [link] [comments]


2020.10.28 00:47 lauraahuman Eu odeio minha avó

Desde que eu era criança, eu nasci em uma camada bastante privilegiada da sociedade e dentro de uma igreja,que, particularmente eu não me identifico, então basicamente a família sempre foi a coisa mais importante e valorizada pelo ambiente no qual eu cresci. Meus pais nasceram em cidades muito pequenas e vieram pra uma “cidade grande” tentar a vida, e se hoje eu tive uma educação de qualidade e uma vida extremamente confortável, eu devo tudo para eles, que sempre me ensinaram o valor da educação e que o dinheiro não nascia em árvore. Eu sou filha única e como o resto da minha família mora longe, nós sempre fomos só nós 3 e mais ninguém. Minha mãe nasceu em uma casa extremamente abusiva, a mãe dela batia e torturava psicologicamente os filhos em um nível que, minha mãe era uma criança com sobrepeso, e uma vez, minha avó a levou para comprar um sapato, um sapato branco não cabia no pé da minha mãe e a minha avó esmurrou tanto os pés da minha mãe que ficaram tão machucados que até hoje ela não usa sapatos brancos. Ela realmente faz questão de deixar claro que não se importa com os filhos, e sim com os irmãos dela, ela chegou a falar que os filhos estão ali apenas para servi-la. Quando meu tio era mais jovem, ele acabou engravidando uma moça e minha avó acabou por se responsabilizar pela menina e adivinhem? Ela trata essa neta como a mais especial do mundo, enquanto os filhos e o resto dos netos são tratados com desdém. Não me leve a mal, eu gosto muito dessa prima e ela é bastante esforçada e bastante gentil, mas minha avó é capaz de tirar algo de mim para favorecer ela. Como toda criança, eu queria uma avó que se apegasse à mim, e que fosse amável, como tantas avós que eu vejo na internet, mas ela nunca mostrou nenhum sentimento de afeto, nunca me deu um presente bom, sempre me dava uma roupa com a etiqueta escrito “15 reais” sendo que ela tem condições de me ter dado algo melhor. Você deve pensar que se ela age assim com os filhos, com os genros deve ser pior. Bem, parte disso é verdade. Meu pai é o favorito dela, ela sempre compra coisas que ele gosta de comer quando vamos visitá-la, e sempre diz que ele é como um filho pra ela, mas meu pai é o cara mais tranquilo que eu já conheci, e ele basicamente escuta tudo o que ela fala de ruim sobre todo mundo e apenas ignora e diz “Sim, verdade, poxa que pena”, mas com os outros genros não é assim: minha tia fugiu de casa para casar com um homem não muito legal, e quando a filha mais velha deles, com oito anos, morreu de leucemia, ela não fez questão de ir ao funeral, e ano passado, quando o marido dela morreu, ela nem ao menos fez uma ligação para consolá-la. Já com o meu tio, ela fez de tudo pra ele se divorciar de sua esposa, e mesmo depois de ter conseguido isso, ela ainda inferniza a vida da mulher que já está casada com outro filho. Além do mais, eu, tenho muitas opiniões políticas e religiosas que divergem com ela, digamos que ela basicamente acredita no facebook, e qualquer coisa que ela vê lá, ela toma como verdade, ela é facilmente influenciada por religiosos que se colocam como deuses. Ela nunca vinha nos visitar, ela veio uma vez no meu aniversário de 6 anos e foi embora no dia seguinte. Ela se propôs a cuidar da minha bisavó com alzheimer e maltratava ela, ignorava o que ela ouvia, gritava com ela, e colocava ela pra tomar banhos quentes no verão. Meus pais dizem que eu deveria aprender a conviver com ela, mas francamente, eu não vejo ela como alguém da minha família, não tenho carinho ou laços com ela, não sinto nada além de indiferença, e realmente ela sempre englobou TUDO o que eu odeio em uma pessoa: alienação, narcisismo, traços abusivos, seletividade e imparcialidade. E eu não vejo ela como minha avó, ela nunca se dispôs a cuidar de mim, e deixou minha mãe sozinha cuidando de mim enquanto meu pai ia trabalhar, e ela não vinha porque ela simplesmente NÃO QUERIA, não era falta de tempo nem de dinheiro, ela simplesmente nunca se importou. Meus pais querem chamar ela pra passar três dias em casa, e eu disse que não vou fazer questão de rebater as ideias mirabolantes que ela acredita, e que se ela nos desrespeitar, eu não vou tolerar, pois ela está dentro da nossa casa, a casa que a gente levou 1 ano e meio para construir, do jeito que a gente quis e que meus pais trabalharam tanto pra que ficasse a casa mais perfeita, e eu não quero ela aqui dentro pra ficar desdenhando do que meus pais batalharam pra conseguir, porque as pessoas que ela ama e protegem não podem ter.
submitted by lauraahuman to desabafos [link] [comments]


2020.10.27 16:40 dreusdreus Não quero ter filhos

Discuti com minha vó. Ela: "não é normal uma mulher não querer ter filhos". Ela de novo: "a mulher que não quer ter filhos tem um problema".
Decidi que não vou mais colocar na mesa esse assunto. É uma discussão cansativa, onde não existe uma reflexão da outra parte.
Não quero ter filhos. E daí? Pq as pessoas se ofendem tanto com essa decisão?
Não quero ter que me justificar.
Mas gosto de falar os motivos.
Não gosto de me importar com as pessoas a ponto de doer. Pq o amor de mãe dói e muito. Doi quando o filho recusa o bico, doi quando a criança da seu primeiro chilique, doi quando somem, doi quando te desrespeitam, doi quando o filho não respeita a mulher, doi quando o amor não é retribuído da mesma intensidade, doi perder o filho, doi perder o filho para suicídio, doi perder o filho para homicídio, doi perder o filho pelas drogas e dói perder o filho para o crime. Doi quando o filho não manda mensagem quando sai para a farra. Preocupações, culpa e dor. São esses sentimentos que nascem numa mãe. Existe o amor. Aquele amor incondicional. E muitos vão me alertar de que eu nunca vou sentir um amor tão forte. Eu acho lindo amor de mãe. Mas eu não quero. Eu fujo de intensidade e ser mãe é colérico.
Tenho horror a dor do parto. Não acho bonito barriga de grávida. Parto normal ou cesariana existe chances de ter uma violência obstétrica. Nao ia gostar do processo da gravidez. Não ia querer amamentar. Sem contar na possibilidade de depressão pós parto.
Não quero um ser dependente de mim durante anos. E infelizmente é impossível calcular quanto tempo.
Não quero educar. Na teoria, educar é o máximo. Na prática, um bocado mais difícil de exercer. É necessário paciência, persistência e repetição. E mesmo assim pode ser que a criança não esteja disposta aprender.
Filhos custam muito caro. Eu não gosto de gastar muito, tendo filhos seria difícil evitar gastos. Roupas, brinquedos, saúde, alimentação, educação. Sem contar que eu teria que lidar com a negociação quando a criança decidir se jogar no chão caso eu não queria comprar o que ela quer.
Criança chora. Criança faz birra. Criança pode ser bem manipuladora e má. Não tenho muito jeito com crianças. Eu as trato como adulto. Não sei adular.
São companhias que eu não quero ter. Não quero ter 24h um bebê, nem uma criança e muito menos um adolescente. Posso trocar ideia com pessoas de variadas faixas etárias mas eu sempre preferi conversar com pessoas da minha idade até os mais velhinhos. Se a criança fosse um benjamim Buttom, eu ia me entroçar mais. Então se meus filhos nascerem com 30/40 e sem depender de mim, seria ótimo mas aí não seriam filhos, seriam amigos/amantes/colegas.
Depois que o filho cresce, eles dão pitaco na sua vida. Principalmente se você for velho.
Você nunca estará sozinha. Pelo menos durante uns bons anos. E a ideia de não poder ficar só, me da uma agonia sem precedentes. É tirar uma parte essencial da minha vida.
Eu não gosto de cuidar. Nem da casa nem dos outros. Não gosto de ter que preparar comida todo dia, nem dar banho, nem vestir, nem levar aos lugares. Não ia gostar de ter que mandar tomar banho ou mandar fazer a tarefa.
Você terá que sempre está pronta. Ou para uma emergência, um dever de escola, uma briga mal resolvida, comida. Se você não for privilegiado, não terá uma empregada. Logo você está sempre fazendo alguma coisa pra casa ou para o bebê. E bebê demanda muito da mãe e vai demandar ate parte da sua infância.
Seria injusto ter filhos esperando que eles cuidem de mim na velhice. Primeiro que velhice não é doença. Segundo que mesmo com filho, eu ia preferir me virar só. E se fosse necessário, eu mesma contrato uma enfermeira. Se fosse necessário.
Eu sou pacata. Não ia gostar de ter que ir a escola trocar ideia com outras mães nem conhecer os amigos do meu filho na parquinho. Ia recusar todos os convites para festa infantil e também não ia gostar de fazer festa pq da gasto e enche de gente.
Eu tenho um problema psiquiátrico. Ter um filho biológico aumenta 50% das chances dele também ter esse mesmo problema. Não quero um mini eu por aí. Tô bem de boa em não espalhar meus genes medicamentados, rs.
Meu filho pode me culpar por todos os problemas. Eu posso culpar meu filho por todos os meus problemas. Não quero isso pra mim.
Ter filho é uma escolha, uma decisão. Que precisa ser pensada durante meses, senão anos! Filho não se pode devolver nem jogar na rua. Tem que cuidar da melhor maneira possível. É uma bela decisão, admiro muitas mães por aí e acho que deve ser uma das coisas mais difíceis de fazer: educar um ser humano. E pra isso a mulher que decidiu ser mãe também tem que querer muito. Não adianta querer ser mãe pela sociedade ou pq o marido quer um filho. No final, é a mulher que toma conta do ser.
E por fim, eu não quero ter filhos por causa da sociedade misogina que vivemos. Sociedade que comete violência obstétrica, trata a mãe como uma parideira sem emoções, como uma santa que não transa, se mete na vida do que deve pode não pode fazer. A mãe é vigiada. Pq é uma mulher com filhos, saindo de mini saia? Com esse sujeito do Tinder? O que nossa família vai pensar? Tenha outro filho, vai deixar o moleque sem um par? Que horrível mulher amamentando na rua, esconde esse peito. E quando você sai, você deixa o filho com quem? Quem é o pai do seu filho? Não casou pq? Mãe solteira. O pai ajuda? Nossa, ele da pensão! Você deveria agradecer pq nem isso os homens fazem. Vai usar biquíni depois que pariu? E essa pelanca aí? Corajosa você, hein? Não leva homem nenhum pra casa não, seu filho pode estranhar ou se apegar demais ao cara. Come x coisa que é ótimo para enjoo. Ah não come x coisa pq pode piorar o enjoo. Vai viajar? Mas você teve filho tem só 1 ano! Mas você vai levar ele ne? Não? Meu deus...Onde seu filho tá? Não dá doce pra ele! Olha a idade do menino! Ah, tem que dar doce, deixa o menino curtir um pouco. Que barriga linda, posso tocar? Mas ele fica esse tempo todo na casa do pai? Pra você trabalhar? Mas você é a mãe! E assim vai...
Existe a possibilidade de arrependimentos. Existe a possibilidade de não encontrar um amor incondicional no filho. Existe a possibilidade de não gostar do meu filho. Existe a possibilidade de sermos dois parentes que se estranham muito.
E se todo mundo pensasse muito antes de ter um filho, o mundo, bem talvez, seria um lugar melhor.
submitted by dreusdreus to desabafos [link] [comments]


2020.10.25 17:46 PrinzEugen111 Não Existe Independência e Autonomia Sem Viver Sozinho

Mano eu preciso sair da minha casa e viver sozinho, sério não aguento mais. Durante toda a minha vida sempre me foi dado tudo pra não passar dificuldade, verdade, agora também sempre me foi dado o minimo de independencia e autonomia. Quando era criança e adolescente sempre meus se intrometiam em todos os meus assuntos que tomavam conhecimento, sempre que ia em acampamento minha mãe literalmente fazia um escandâlo se eu não deixasse ela fazer a minha mala, ja que de acordo com ela “eu não saberia fazer a minha porque iria sempre faltar alguma coisa” ai chegava la ficava uma bosta e eu tinha que me virar com oque ela fazia pra mim. Torciam o nariz quando iria viajar, sempre achavam tudo perigoso.
Cara o fim da picada foi ano passado que iria ter o meu primeiro emprego em um escritório de advocacia, fui na ZARA pra comprar camisa e terno ja que gosto da marca e estava a um bom preço; Ai chega meu pai e faz todo um discurso de como na outra loja que ele usava durava mais e era melhor, e também bem mais caro, experimentei os ternos e camisas e achei que ficaram largos e odiei mas ai meus pais e o vendedor me convenceram depois de muita insistencia de que:
1- era melhor um terno um pouco mais “largo” ja que eu iria engordar e iria perder o terno.
2- Eu poderia ajustar sempre o terno na loja pra um tamanho que me deixasse confortável.
Moral da história, saiu o dobro do preço e mesmo depois que “ajustaram” ficou grande e só as mangas diminuiram e até elas ficaram desconfortáveis, detalhe, era uma loja bem carinha.
Sério eu fico puto de não me deixarem nem escolher a roupa que vou usar no trabalho e ainda por cima custar um barão as que escolhem pra ficar uma merda.
Sério cansei dessas e outras que jogam encima de mim, agradeço por tudo que sempre me deram mas ja vi que não posso ter o minimo de independencia se não cair fora de casa o quanto antes pra eles pararem de dar palpite e meterem a mão em tudo. Sinto como se todo o meu desenvolvimento foi atrasado por esse comportamento super protetor, meu irmão tem 18 anos e parece ter 14 por conta dessa influência, não da mais assim, assim que arranjar um emprego e terminar a faculdade caio fora.
submitted by PrinzEugen111 to desabafos [link] [comments]


2020.10.25 02:36 thepotatobrother Dicas para lidar melhor com perfeccionismo extremo?

Eu sou uma pessoa que sempre se esforçou para fazer o meu melhor do melhor do melhor, desde criança, sempre almejei estudar para obter melhores notas, estudei muito para passar nas melhores universidades que pude ter alcance, me dediquei sempre em ser muito organizado, de ficar horas aprendendo alguma coisa nova. Eis que estava desempregado um ano, me culpava e me diminuía demais por estar nessa situação, dependendo de dinheiro dos outros para sobreviver, porém em plena pandemia consegui emprego em uma emissora de tv/rádio, ganho o suficiente para não depender mais dos meus pais, vivo sozinho (eu e o cachorro), todas as contas pagas, mas não sobra muito para investir em um IPCA para aposentadoria e reserva de emergencia, daí tento fazer renda extra, mas estou exausto, e comecei a passar mal de virar o dia trabalhando e cuidando da casa, por consequência fiquei me sentindo um lixo. Sempre tem um motivo para eu me sentir "menos" que qualquer pessoa da face da Terra, isso é uma consequência de hj ser praticamente solitário, pq não me sinto merecedor de ter amigos por perto. Hj meu dia não foi ruim, teve coisas bacanas que consegui fazer, juntei uma sacola grande de roupas e ajudar refugiados venezuelanos, fiz uma fornada de biscoitos de cacau e café para os meus colegas de trabalho que estavam fazendo hora extra, consegui finalmente comprar roupas legais para mim no brechó, já que as que eu tinha estavam meio desgastadas, PORÉM foi eu cometer um deslize de fazer um comentário mal entendido para um conhecido na internet, e depois perceber o erro pedir desculpas, mas daí foi o suficiente para quase eu desejar minha própria morte. É um absurdo essa sensação, todo dia eu foco sempre em agradecer pelo dia, por mais merda que ele esteja, mas esses pensamentos são uma bosta! Alguém tbm é perfeccionista, tem dicas de como lidar melhor com essas sensações?
submitted by thepotatobrother to desabafos [link] [comments]


2020.10.24 20:12 VoxelRiot Incompetencia da camara de Évora ou somos ignorados pelo goverdo? (rant de ciganos)

Isto é ridiculo há anos, mas hoje foi o dia que me levou a refilar no reddit. Isto não é nada a comparar com o obrigarem as miudas a casar aos 14, educarem crianças no meio do mato sem minimas condições e cagarem as matas todas quando deixam o acampamento. (Nesta ultima, acho um milagre não surgirem incendios onde vivo.) Aliás, quem vem de Lisboa para Évora é recebido por umas tantas tendas do lado esquerdo da estrada e seus cavalos subnutridos (além dos maus tratos animais, se um deles se solta para a estrada, o acidente será bonito num sitio onde anda tudo à acelera...) .
Já guardo rancor a estes ''vizinhos'' há algum tempo... Há 3 anos quando apareceram aqui ao pé do mato, a nossa garagem foi assaltada pela primeira vez. 'Coincidencia' claro. A policia não tinha provas, não fez nada. Quando uma amiga minha os reportou de andarem a bater nos cavalos, (o que além do abuso, acorda todo o bairro) também disseram que não podiam fazer nada sem provas.
Sei como são as coisas. É ouvidos moucos e nunca fazem nada. Porém, ao menos avisarei seguranças de supermercados dum esquema que os fulanos usam que hoje me danou.
Hoje, cheguei ao supermercado com o meu pai de 75 anos, (ele tem problemas nas pernas e precisa de ajuda nestas coisas), vou ao lote dos carrinhos e umas crainças de idade entre os 10-12 anos veem-me pedir uma moeda. Isto não me surpreende, é o anormal normal. É exploração infantial, mas quem quer saber né?
Enfim, fazemos as minhas compras, chegamos à caixa e vamos para a fila de atendimento rápido. Por causa do covid, hj as filas tavam grandinhas. Há nossa frente estava uma mulher, um Sr. defeciente e uma idosa com mais de 90 anos. Entretanto, chega lá uma cigana com um bebé de 1 ano ao colo e passa à frente de todos. Como só tinha um pacote de algudão, ninguém ligou.
O tempo passa, eu e o meu pai lá estamos e a mulher volta com o bebé ao colo à caixa rapida novamente só com um item. Ora desta vez eu reparo na sua roupa, e vejo um casaco grosso com bolsos grandinhos e cheios. (roupa estranha para o tempo de hoje btw) Ela passa à frente de todos, e desta, só eu e o meu pai a reconhecemos, aqueles que já lá estavam foraam todos atendidos entretanto....
Depois pagamos as coisas, arrumamos os saco e e vamos embora e vejo a mesma mulher com o bebé a entrar mais uma vez no supermercado...
Eu denuncio-a ao guarda que vigiava a entrada por causa do covid, e o rapaz diz-me que agora não pode fazer nada, pois é o unico que lá está... Bonito.
Voltamos para o carro, vou devolver o carrinho ao lote e ai vejo as parecenças obvias das crianças a pedir esmola e a mãe, a mulher que andava com o bebé ao colo.
Ou seja, só esta tarde vi a exploração infantil (e o facto das miudinhas brincarem nos carrinhos onde todos tocam sem mascara), o roubar e empatar a fila rápida cheia de pessoas como o meu pai que nao podem estar muito tempo de pé.
Há tantos problemas com os ciganos, que faz-me uma confusão tremenda como não fazem nada quanto ao assunto. É que isto é pura incompetencia da nossa camara de não por mais pressão no governo para dar fundos para tratar deles (O nosso belissimo presidente da camara disse que limpar as ruas era um desperdicio de dinheiro, por isso não me surpreendia se fosse incompetencia do Sr. Carlos Pinto de Sá... não deve sair muito da camara e da sua casinha), ou então é mesmo o governo que não quer saber. Seja como for, eu e Évora toda estamos fartos destes gajos. Nem me surpreende que o Ventura tenha escolhido esta cidade comunista para a convenção. (yes think about it, uma convenção faixos numa cidade de velhos comunistas que estiveram no 25 de abril.) É o quão mau isto está.
submitted by VoxelRiot to portugal [link] [comments]


2020.10.24 17:51 pedro_miguel18 Hoodies de anime

A verdadeira pandemia é haver adultos no reddit a espalhar toxidade e negatividade. Nao é a primeira pessoa que faz um comentário desse género neste post. Nao vou escrever tudo outra vez, por isso para ver a minha opinião sobre o assunto leia o que respondi em um dos comentários em cima Depois, ninguem disse que eram roupas com desenhos animados. Sinceramente nao sou muito fã das que têm as personagens na camisola, apenas gosto das que têm o logótipo ou algo relacionado com o anime/mangá. Mangá é uma forma de entretenimento como outra qualquer. Sinceramente nao sei qual é o problema das pessoas em criticar uma coisa que nao gostam,mas que outros gostam. desenhos animados. So uma pequena nota: eu provavelmente pus no post "hoodies de anime", mas, (nao é que isto va interessar alguem, é so para esclarecer) eu nao costumo ver anime, eu apenas leio mangá. Ou seja, eu apenas gosto de ler histórias de banda desenhada. De certeza que(corriga-me se estiver enganado) quando era criança, possivelmente leu bandas desenhada da Marvel ou Dc. Ler Mangá é o mesmo que isso, a diferença é que é japonês. Provavelmente se fosse apenas um fã de banda desenhada da Marvel ou Dc nao haveria críticas estupidas assim. Mas como é banda desenhada japonesa que o mercado ainda esta a crescer no nosso país, aí sim claro que criticam(sem fundamentos) Como ja disse a uma pessoa antes, respeito Totalmente toda a gente que nao gosta de anime ou mangá. Mas aqueles que simplesmente criticam e nao respeitam os gostos das pessoas por motivos que nem explicam(apenas criticam como por exemplo: "A verdadeira pandemia é adultos a usarem roupas com desenhos animados.") sao as pessoas que realmente deviam de começar a pensar melhor. Talvez voltar a ir à escola, ou talvez lendo mesmo algum mangá ou vendo algum anime, que ensinam muito mais de respeito do que esse tipo de pessoa deve ter sido ensinado.
submitted by pedro_miguel18 to PastaPortuguesa [link] [comments]


2020.10.24 01:57 ImmediateTrash4053 Vida depressiva

Tudo começou em 2015 com uma mentira espalhada pela minha ex e as amigas primeiro q eu era talarico e depois que eu era estuprador( mesmo sendo virgem eu era estuprador) tudo isso por causa do cara que queria fazer de tudo para que eu terminasse com ela pra ele pegar meu lugar... Infelizmente ela terminou comigo, mas as amigas e amigos dela nao desistiram, queriam fazer inferno e praticavam bullying como crianças com meus amigos, de caçoar a tentar empurrar de escadas. Eu tive depressão nessa época e não sabia, tudo era novo para mim, foi meu primeiro relacionamento de verdade e a primeira vez q fui chutado... Passaram se os anos e fui conhecendo outras pessoas, chego em 2017 e me deparo com uma menina que era perfeita aos meus olhos, ficamos até o início de 2020 juntos, terminamos por várias vezes e todas ela ficava com alguém, esse famoso tempo que se fala... No meio de 2018 eu perdi meu emprego e como morava com minha mãe eu ajudava na casa, ela cobrava dinheiro, fiquei desempregado e ela me expulsou! Com 600 reais, resto do acerto do último emprego eu aluguei uma mini kitnet, era um quarto com banheiro, e eu vivi sozinho lá, e minha namorada por ser mto oprimida em casa não saia para me ver mesmo eu sendo vizinho dela nesse momento, nessas idas e vindas passei por dias... Meses... Com fome, sede, melancólia... E tudo só ia piorando foram Natal, ano novo, festas que eu via da minha janela, sozinho com as luzes apagadas, todos vizinhos comemorando e eu sem ter nem o que comer no natal e ano novo... E sabe quando você acha que n tem como piorar? Mas piora... Arranjei um emprego ao mesmo tempo que entrei na faculdade, mas a mulher do RH me chamou pouco depois de 1 mês falando, Servente de pedreiro não tem que estudar, você escolhe um ou outro, pois eu tinha faltado um dia pra me inscrever no curso que tinha sede em outra cidade, mesmo com comprovantes que estava la me matriculando no curso que era EAD não teve jeito, ainda ouvi comentário dizendo, fulano estuda e n falta ( fulano estuda na mesma cidade pagando, eu passei por mérito no prouni em primeiro lugar no curso de Ciências Contábeis, mas era em outra cidade para me inscrever) Pois bem mudei de faculdade, fui para uma Federal, e acham que melhorou? Não... Não melhorou, eu estava ainda naquele lugar com cheiro de morte, e aonde tentei suicídio várias vezes, aonde dormi para não sofrer com a fome, e mesmo sem comer fiquei com 100 kg, por estar muito sedentário e comer raramente sem o metabolismo funcionar... Consegui que a faculdade me desse um lugar na casa sedida pelo governo, me mudei, fiz colegas, mas logo comecei a dividir quarto com um rapaz que fez todo inferno na minha vida neste início de quarentena, que achou que como não gostava de mim podia doar meu guarda roupa, meus tênis, tudo que tinha, pois não estava confortável comigo no quarto. Até hoje não resolvi isso, não consegui mudar de quarto nem de casa por falta de dinheiro. Começa a quarentena, meu pai pega Covid e morre. Meu pai que mesmo ficando brigado comigo as vezes era meu alicerce, minha força. Ele se foi, e eu percebi que realmente tudo está fadado ao pó, hoje me encontro sozinho novamente, sofrendo com a depressão e a solidão por não ter ninguém na minha vida. Ninguém pra me apoiar e nem pra conversar, coisa que sinto que preciso, tenho imensa dificuldade de conversar com as pessoas, estou com baixa auto estima por estar acima do peso, e já não sei mais o que fazer e pra onde seguir. Tudo sumiu novamente e eu estou cansado de começar do 0, sozinho, com dificuldades, com a dor, e todo resto. Cada um sente sua dor meus amigos, o que pode não ser tão pesado para você pode ser um fardo pesado para os outros. Eu perdi tudo na minha vida 3 vezes Além de coisas que não descrevi neste texto. Espero que todos tenham ótimos dias pela frente, o futuro não a nós pertence, nao podemos decidir o que acontecerá, mas tenho fé que tudo vai melhorar. Agradeço a quem ler, talvez entenda algo... Peço desculpas pelo textao Mas é isso!
submitted by ImmediateTrash4053 to desabafos [link] [comments]


2020.10.23 23:20 Emperor_Alves Eu bati numa criança.

Eu bati em uma criança. Ele estava apenas olhando para mim com seu rosto grande e estúpido enquanto eu comia meu delicioso bife de 8 onças. Sua meleca batendo em suas narinas e seus olhos piscando fora de sincronia me enfureceu. A gota d'água foi quando ele teve a audáciatomar um gole de seu leite com chocolate com seus lábios idiotas estúpidos. Peguei minha faca de carne, que estava manchada com molho de carne e sucos, e o esfaqueei no globo ocular 98 vezes. Então comecei a colocar uma garrafa inteira de ketchup em sua boca enquanto ele gritava de dor. Ele gorgolejou com a força de um vulcão. Finalmente, ele parou de respirar completamente e sua mãe chamou a polícia. Quando a polícia chegou, usei meu bife pela metade para espancá-los até a morte, então corri, tirei todas as minhas roupas e corri pelado pela creche local, gritando "98 FERIMENTOS COM ESTABOS" até que finalmente fui preso por as autoridades. Estou enfrentando 13 sentenças de prisão perpétua sem liberdade condicional.
submitted by Emperor_Alves to Orochisegundo [link] [comments]


2020.10.22 17:45 Antedeguemonnn Meu corpo é uma merda.

É pessoal algumas pessoas nascem feias e outras se tornam, eu sou o segundo caso kkkk, acho impressionante como o tempo me ferrou, tenho apenas 19 anos mas tenho certeza que meu corpo ainda vai se ferrar muito mais do que ele já é, segue a história. Até os 12 anos eu tinha aparência normal e até ouso dizer que era bonitinho, mais a puberdade veio para me fuder com força, nessa fase comecei a ter espinha pra cacete que duram até hoje e pra completar toda espinha que eu tinha deixava marca mesmo sem espremer, como resultado meu rosto está acabando vocês já devem imaginar como. E não acaba por aí, a maravilhosa puberdade também me trouxe ginecomastia, que de todos os meus problemas esses é o pior, no meu caso é apenas grau 1, só o mamilo é tufado, mas isso foi o suficiente pra estragar minha adolescência de vez. Graças a isso eu nem posso andar na famosa postura confiante que é com os ombros para trás e peito estufafo, acabei adquirindo uma postura ridícula com os ombros inclinados para frente. Além disso eu passei praticamente toda a minha vida escolar a partir do sexto ano usando moleton para esconder isso, até parei de ir nas aulas de educação física, e como moro em um lugar quente a situação fica ainda pior, a sorte era que as salas possuíam ar-condicionado, entretanto quando as aulas acabavam e eu tinha que esperar meus pais chegarem para me buscar todos tiraram os seus moletons e só eu ficava sofrendo com o calor por causa dessa desgraça, tudo com o intuito de esconder. Mas mesmo assim não dá para ir para todos os lugares de moleton, então quando eu saio para qualquer lugar e vou conversar tenho que ir com uma camisa normal, então quando vou conversar com alguém seja um conhecido ou um atendente as pessoas sempre dão aquela olhada pro meu peito que me destrói, vocês não tem noção, eu não posso nem usar as camisas que eu quero pois se não meus peitinhos ficam muito destacados, tenho sempre que ficar me policiando sobre qual camisa comprar. Eu até comecei a fazer academia para ver se melhorava de alguma forma mas foi inútil, só serviu para me deixar com inveja dos outros homens que não possuem esse problema, pelo menos fiquei grandão, mais enfim, só homens que tem ginecomastia sabem do que eu tô falando, isso destruiu minha autoestima, e nunca mais fiquei sem camisa desde os 12 anos, e consequentemente não vou mais para praia. Nem preciso dizer que sou BV não é? E é claro ainda tem mais problemas, eu também sofro com furúnculos de uma forma inexplicável eu já tive várias desde quando era criança e tenho até hoje, o verdadeiro problema delas são as marcas que elas deixam, como eu tive muitos furúnculos consequentemente tenho muitas marcas, principalmente nas pernas, mas ao contrário das espinha, pelo menos consigo esconder as marcas com roupa. E também para aumentar a minha feiura ainda mais eu tive uma espinha gigantesca na minha sobrancelha e quando eu finalmente me livro dela ela deixou um buraco na sombrancelha, kkkk é rir para não chorar. E para finalizar, o problema mais recente, que aconteceu durante a quarentena a minha pálpebra começou a cair, tipo a do defante, para quem conhece, kkk vai ser foda reencontrar os conhecidos, todo mundo vai se encontrar plenos e lindos, e eu vou aparecer com uma pálpebra mais caída que a outra kkkk. Já não basta eu ser introvertido, ainda sou todo lascado, vai ser foda fazer amizade na faculdade. Apesar de todos esses problemas eu não tenho mais depressão e nem penso em me matar, apesar de já ter perdido uma chance de emprego por causa da aparência, só queria desabafar mesmo, acredito que algum dia todo esses sofrimento vai ter algum sentido.
Desculpem pelo textão mais acho que se não contextualizasse não teria tanto peso, e obrigado a todos que leram.
submitted by Antedeguemonnn to desabafos [link] [comments]


2020.10.20 04:16 netuninhos O problema é que corpos humanos existem. E somos todos diferentes. E eu sou pior do que todo mundo. O jabba the hutt de peruca.

Acabei de postar um desabafo sobre uma paixão, mas depois de ler tanta coisa de muitos de vocês com as quais me identifiquei acho que vou meter um textinho catartico aqui.
Caras. Fui criada por uma avó narcisista e um pai que muito provavelmente também tem algum transtorno (dizem que filhos de pais narcisistas geralmente desenvolvem algum transtorno de personalidade, mas não sou profissional pra dizer o que meu pai tem ou não) e enfim... imaginem uma criança de seis, sete anos sendo xingada pelo seu corpo. Um corpo de criança, normal. As pernas grossas e os braços longuinhos e secos. A barriguinha pequena que fazia uma dobrinha. Mas, de acordo com meu pai, era uma "rolha de poço", uma "baleia". Eu me via exatamente assim. Era a feia, a gorda, entre tantas outras coisas. Sem falar na minha avó que me humilha pelo meu peso desde essa idade também. A mulher que vigiava absolutamente tudo que eu comia, que me ouvia abrindo a porta da geladeira e ia correndo ver o que eu queria. As vezes era um copo d'água, mas ela não poderia correr o risco de me deixar comer algo. Afinal, ela não queria me ver gorda. Com sete anos de idade. E a partir daí eu desenvolvi um hábito de comer escondido (que consegui perder por parar de conviver tanto com ela quanto com meu pai) e descontar toda a ansiedade que eu acabaria desenvolvendo no futuro com doces, comendo-os compulsivamente e sempre que pudesse. Eu tinha um corpo normal pra uma criança, tinha um corpo belo pra uma adolescente. Isso até os 16, porque foi nessa idade em que tive um grande trauma (chamado primeiro relacionamento, sabe como é, né? as marcas que ficam) e tudo aquilo voltou. O ódio. Comer compulsivamente, o medo de me olharem e pensarem no quanto eu era nojenta, gorda. No quanto eu jamais poderia me comparar as minhas poucas amigas, lindas e esbeltas. Sei que não chego numa roda e sou a atraente. Na verdade eu sou a atração de circo, e muitas vezes a estabanada. Não tenho sequer um pouco de autoconfiança, minha postura é corcunda porque eu tento desesperadamente não ser vista, mesmo em público. Uso roupas nas quais pareço uma senhora porque não quero mostrar nada do corpo (isso tá melhorando, uma vitória at least) e quando uso algo que condiz mais com minha personalidade, me sinto uma p*ta por estar vestida de tal forma. Porque a beleza não é pra mim. Esse não é meu papel. O meu papel é ser o alívio cômico, é ouvir alguém dizer "nossa, Clarice, eu morro de rir com você" e levar esse como o melhor elogio da vida. Obrigada por rir de mim, querido, mas eu queria mesmo era que você me olhasse.
submitted by netuninhos to desabafos [link] [comments]


2020.10.14 12:21 DonaBruxa_Deyse A Prostituta- Verídico

🕷🕸Relato recebido. Foi contado por uma mulher sobre seu contato com Setealém.🕸🕷
Eu sou Brasileira e morei em Milão/Itália entre os anos de 2003 à 2015.
Minha mãe tinha cidadania italiana, pois na sua juventude tinha sido modelo e morado na Itália. No seu tempo, chegou até a atuar em alguns filmes do de Sica. Mas minha mãe era fria, ruim, maldosa. Não dava a mínima pra mim. Ela era alcoólatra e me batia desde sempre.
Nunca conheci meu pai. Ela jamais citou seu nome. Sempre imaginei que fosse um italiano famoso e mantive a esperança de encontrá-lo. Minha avó era boa e me confortava após as surras. Contava que minha mãe nem sempre fora assim. Que era doce, meiga, sorridente. Mas que depois que voltou de vez da Itália pro Brasil, nunca mais fora a mesma. Tinha se transformado num monstro e que nem a reconhecia mais. Eu só pensava em fugir de casa. Minha avó morreu em 2002. Fiquei ainda mais sozinha.
Quando fui descoberta como modelo, não pensei duas vezes e fui embora. Minha mãe assinou os documentos e pela primeira vez na minha vida, parecia feliz por estar se livrando de mim.
Cheguei em Milão com 15 anos na esperança de seguir carreira como modelo. Sai do Brasil com um contrato assinado para desfiles de modas e realmente, desfilei por 2 anos. Porém, muitas meninas chegavam com o mesmo sonho, por ser um mercado com muita competição, os trabalhos foram diminuindo. Morava num apartamento perto de monte Napoleone e dividia com mais 5 garotas também modelos.
Comecei a trabalhar como vendedora pra uma loja de grife: Chanel. Mesmo recebendo comissão, era muito cara o estilo de vida que levava e tinha o sonho de ter sucesso na vida.
Uma das minhas colegas de apartamento, não escondia de nós que trabalhava como Ragazza imagine em danceterias e saia com clientes ricos depois dessas noitadas. Na verdade, ela era uma garota de programa e saia com a nata da sociedade milanesa.
Eu estava de saco cheio daquela vida e eu mesma pedi que ela me apresentasse para seu “chefe”. Era uma agência de “modelos”. Fiz fotos para um “book” que seria exibido para clientes que procuravam meninas com o meu perfil. O cachê para esses encontros partiam do valor de €1.500,00 por três horas de encontro. Esse valor livre em minhas mãos.
Nesse período em que trabalhei pra essa agência, sai com jogadores de futebol, políticos, artistas, sheikes árabes, milionários… Rolava sexo e muita droga. Eram homens generosíssimos e além do cachê pré combinado, ganhava gorjetas e muitos presentes. Nós não éramos obrigadas a usar, mas confesso que tornou-se um vício também. Numa sexta-feira, fomos chamadas para comparecer na agência.
Foi nos explicado que um cliente muito importante escolheria 7 garotas para um “evento”. Seria pago 17 mil euros para cada antecipadamente. As escolhidas seriam levadas por um motorista na data e horário combinado è trazidas de volta no fim do evento. Deveríamos assinar um termo de silêncio e que nada visto ou ouvido poderia ser divulgado. Meus olhos brilharam ao imaginar o valor que seria pago. Entrou então um avaliador. Ele estava ali para escolher as 7 meninas. Ele vestia terno caríssimo, sapatos que brilhavam, luvas pretas de couro, óculos escuros, mas eu pude sentir um desconforto toda vez que ele olhava para mim. Ele não falava nada. Parecia fraco, adoentado mesmo, pele amarelada. Todas as meninas vestiram biquínis, formamos uma fila e começamos a desfilar para ele. Ele apenas apontava o dedo para as que escolhia. Eu fui uma delas. Vibrei por dentro.
Houve uma segunda etapa da seleção, onde tínhamos que responder uma sequência de perguntas, que não faziam muito sentido naquele momento:
Você mora sozinha? Acredita em Deus e outros seres? Você tem medo do escuro? Transaria com um réptil? Qual período de tempo mais longo que aguentaria ficar sem beber água ou líquido? Acredita em orações ou rezas? Sabe dizer uma de cor nesse momento? Já ficou presa dentro de um quarto sozinha numa casa desconhecida? Você se considera uma pessoa capaz de guardar segredos? Se você desaparecesse, alguém sentiria sua falta?
Entre outras perguntas totalmente sem nexo....mas enfim, ricos são excêntricos, pensei!
Sai de la, com meus euros garantidos, porque no fim do processo, cada uma das 7 recebeu na conta o valor combinado. Deveríamos ir lindas e o tema da festa era “Mascarados”.
Sai da agência tão feliz. Resolvi comprar vestido, sapatos e bolsas novas. Comprei perfume e maquiagem. A festa seria na noite seguinte e meu motorista me buscaria as 19 horas em ponto.
No horário combinado, toda linda, eu aguardava no hall de entrada do prédio o tal motorista.
No termo que assinei dizia que não nos era permitido o uso/ portar nenhum aparelho fotográfico ou celular.
Então, parou um carro preto antigo, muito velho e desceu um homem tão estranho quanto o que me escolheu na seleção da agência.
Ainda assim de forma educada, sem olhar para mim, abriu e fechou a porta do carro.
Ele não trocou uma palavra comigo durante uma hora e meia até chegar ao local do evento.
Sabia que estávamos na região do lago de Como, mas nunca vira ali na Itália uma estrada tão deserta. Não cruzamos com nenhum Autogrill. Até chegarmos a um castelo antigo, que a primeira vista parecia abandonado. Estávamos no meio do nada e ali tinha um castelo! Ao adentrar no castelo, vi no meio do salão minhas 6 amigas. Estávamos lindas, ansiosas. Nos cumprimentávamos, quando ouvimos 7 rufadas de um tambor. Congelamos. Apareceu uma mulher vestida de preto e seu rosto escondia-se atrás de uma telinha do seu fascinator. Fez sinal para que a seguíssemos e fomos até outra sala ainda maior. Antes de entrarmos nessa segunda sala, a cada uma de nós foi perguntado ( pela senhora de preto): -Acredita na unidade daquele que é um só? Todas nós respondemos que sim ( nem sei dizer porque respondi que sim) e entramos no grande salão. Estava escuro e de repente, mais sete rufadas de tambor e a nossa frente, uma luz amarela acendeu. Era uma luz amarelada estranha, meio fraca, piscava e a nossa frente surgiam pessoas mais estranhas ainda. Ouvimos uma música que nos perturbava. Ficamos sem reação. Deveríamos dançar? Conversar? Sorrir?
Notei que aquelas pessoas pareciam pertencer a uma alta classe social porque por mais estranhas que fossem, havia muita pompa no modo delas vestirem-se e portarem-se. Repito que era tudo estranho e feio! Havia homens e mulheres e até crianças mascaradas naquela festa! Pessoas ricas com roupas tão surradas? Havia um cheiro muito forte no ar. Como se algo tivesse estragado ou em putrefação. A música era a mesma e eu já não entendia nada. Aos poucos, homens mascarados se aproximavam. Um deles, cambaleando chegou até mim, sorriu e NÃO TINHA DENTES. Me disse algo e seu hálito me atingiu... Inconscientemente, levei a não até a boca e nariz! Quase vomitei. Ainda assim, disfarcei e sorri. Quando ele encostou a mão gelada no meu antebraço, senti que cairia no chão.
Ele pressionou meu braço e me levou para dançar. Se é que aquilo seria dançar... davam uns pulos, tinham trejeitos e a falta de coordenação daquele povo poderia ser considerado patético!
Suportei por bem uns 10 minutos aquele bafo, mãos geladas sobre mim... Até que pedi algo para beber. Ele disse numa voz rouca mas fina, que não tínhamos permissão para beber nem comer.
Gente, que absurdo.
Porém, tinha levado meu pozinho mágico e seria obrigada a usá-lo para aguentar aquele show de horrores. Lembrando que já tinha embolsado meu dinheirinho, estava tudo Ok. Pedi para usar o banheiro e então a senhora de preto me levou. Iluminando o caminho com uma vela preta. O banheiro era a coisa mais NOJENTA que há vi na vida.
As privadas estavam todas sujas de m€£%¥. Tinha até vermes na água que fica parada no vaso. Pedaços de carne podres! Não tinha descarga. Ao tinha torneiras. Desisti de fazer xixi. Usei minha bolsa de apoio e fiz a maior carreira de minha vida. Quando voltei para o salão as pessoas tinham desaparecido. Só tinha uma mulher mascarada que me observava. Resolvi que deveria puxar assunto e caminhei na direção dela. Faltavam 5 passos e vi que uma senhora também de preto a arrastou. A mascarada gritou: - Eu sou você! ( disse meu nome!!!)Vá embora! Fuja daqui! Nós liberte desse inferno! Na confusão, sua máscara cai e pude ver seu rosto. Aquela mulher era idêntica a mim! Era eu num outro corpo. Nada pude fazer... A vi ser levada. Minhas colegas já tinham sumido e eu fiquei sozinha ali. Senti as mãos geladas no meu braço outra vez. Era aquele horrorizo novamente. O povo parecia ser muito ruim de festa. Ninguém falava, ninguém tia ou cantava, vão podíamos comer ou beber! Fui levada até um quarto . Passamos por corredores frios e escuros. Eu e ele! Meu coração batia forte... Não sabia se era a droga ou o medo. Comecei a escutar gritos ao passar por outros quartos. Chegamos ao “nosso” quarto! Era tão ridículo e feio quanto todo o resto até aquele momento.
Uma vela preta estava acesa. A única luz naquele quarto frio.
Tinha chegado a hora.. Teria que fazer jus ao dinheiro pago por aquela noite. Estava arrependida já!
Comecei a me despir, o homem, tirou a máscara e falou:
-NÃO OUSE!
Paralisei!
-Sente-se!
Ela falou comigo sem abrir a boca!
Sentei e ele me explicou:
-Eu sou seu irmão. Sou filho da mulher que gritou seu nome. Meu pai aprisionou ela aqui há anos. Ele é prefeito aqui. Você está num lugar que não existe. Aqui é o meio. Aqui é Sathlem ( algo assim)... Não sei escrever ou repetir. Prometi à ela que te libertaria. Suas amigas jamais voltarão. Já pertecem a esse lugar.
Quanto mais ele falava, mais lúcida eu ficava. Será que esse pozinho era tão forte assim? Só pensava nisso?!? Como eu poderia estar pensando nisso?Meu Deus, estou tendo uma overdose! Não é possível!
E o estranho concluiu meu PENSAMENTO: - Não, você não está alucinando ou alterada. Você foi despertada pelo UM SÓ! Não fale mais nada para não desperta-lo!
Comecei a chorar! Queria devolver o dinheiro! Queria ir embora.
Comecei a ouvir passos... Como se um gigante se aproximasse. O estranho fez sinal para eu calar a boca. Não era capaz de controlar meu choro. Até o estranho pressionar com o dedo um ponto na minha garganta! Doeu muito. Ouvi ele pedindo desculpas por fazer aquilo e perdi os sentidos.
Acordei na minha cama. Estava com o vestido e sapatos da festa.
Tinha um bilhete escrito na comoda do quarto escrito assim:
Senti tanto medo. Jurei que nunca mais beberia ou me drogaria na vida e pararia com aquele “trabalho” Realmente, nunca mais fiz nada daquilo.
Meu telefone tocou e era o agente. Precisava ir até a agência.
Fodeu, pensei! Fodeu, fodeu, fodeu!
Mas fui... Porque sabia que se vão fosse, eles viriam ate mim. Meio que você começa a fazer parte da máfia! Você tem que prestar contas!
Fui com o coração na mão! Bom, pensava a, gastei o dinheiro somente com o vestido, bolsa, sapatos e maquiagens. Não tinha gastado tanto e teria como cobrir os gastos e devolver os 17 mil.
Quando cheguei lá, o agente me tratou tão bem... Disse que eu tinha sido venerada e exaltada. Que tinha sido profissional e me destacado . Gostaram tanto de mim que pediram meus dados bancários porque me fariam um agrado!
Entendi que o agente tinha sido recompensado. Perguntei sobre minhas colegas e ele mudei de assunto: -Que colegas? De quem você está falando?
(NUNCA MAIS AS VI!) Não eram amigas. Nas as viagem festas e tal... Jamais as vi novamente.
Fui até um ATM e quando solicitei meu saldo, quase caí de costas! Havia sido depositado na minha conta alguns muitosssss 00000000000 de euros.
Com essa grana, mudei minha vidaComprei um apartamento e carro. Estudei. Conheci um grande amor. Tenho filhos. Moramos na Bélgica. Sou estilista de moda e tenho minha grife!
Tenho sonhos recorrentes com aquele lugar onde estive. Meu marido sempre comenta ter a sensação de estar sendo seguido ou observado. Diz ver carros estranhos parados na rua de casa. Comenta sobre carros estranhos! Digo que é apenas impressão dele!
submitted by DonaBruxa_Deyse to u/DonaBruxa_Deyse [link] [comments]


2020.10.14 12:19 DonaBruxa_Deyse Sobrenatural-Verídico

Preciso dividir isso com vocês! Relato de uma consulente que me procurou desesperada por ajuda espiritual. E irmãos de fé, me ajudem porque nunca lidei com isso não!
Eu ouvi todo o relato. Quanto mais ela contava, mais certeza eu tinha de que se tratava de SETEALEM!
Ela relatou que em maio, devido a pandemia e quarentena, sua família resolveu que seria melhor todos ficarem juntos no sítio dos pais dela, em Sorocaba. Disse que desde o momento que fazia a mala deles, uma sensação de que algo daria errado, pesava. Foi na gaveta do seu filho, que encontrou uma camiseta e um shorts que nunca, jamais vira antes. As roupas estavam sujas, eram velhas, encardidas e cheiravam mal. Nunca teve diarista em casa. Como poderiam aquelas roupas estarem ali? Perguntou pro pessoal e ninguém prestou atenção. Ninguém nunca presta. Naquele dia não estava a fim de começar a gritar tão cedo. Mas estavam todos estressados com os preparativos e ela sozinha pra fazer tudo, deixou pra lá! Enfiou as roupas numa sacola de mercado e deixou no chão, do lado da máquina de lavar na área de serviço. Ela, marido, a filha de 18 anos e seu filho de 5, saíram de São Paulo e seguiram pro interior. Durante a viagem, pra chegar no sítio, passam por uma estrada de terra. Seu filho de 5 anos disse algo que naquele momento não fez sentido algum: - Nem acredito, mãe, que estamos perto da casa do meu melhor amigo que ainda vou conhecer! Eles não deram atenção alguma pro menino. Minutos depois, ouviram um barulho como se tivessem passado por cima de algo na estrada e um dos pneus explodiu. O marido dela controlou o volante e estacionaram. Ele desceu e confirmou que o pneu tinha estourado. Ela pegou o celular pra avisar seus pais sobre o acontecido e que por isso atrasariam. Notou que não tinha sinal de rede em nenhum dos celulares. Não tinha no dela, não tinha no do marido, nem no da filha! Marido trocava o pneu e xingava porque ele nem queria ficar com a família dela! Nisso ela se virou pra trás porque percebeu que o menino estava acenando pro nada todo feliz! Sua filha começou a implicar com o irmão e disse: - Olha mãe, moleque doido! Começou já com as graças. Nisso o menino responde: - É o meu amigo! O amigo que vou conhecer. Olha mãe! Olhaaaa lá! Ela estava cansada, com fome, vontade de fazer xixi, sede e aquilo deixou ela mais puta ainda e nem se deu ao trabalho de responder os filhos. Pneu trocado, seguiram viagem na força do ódio. Uns quilômetros a frente, passaram por um posto de conveniência. Nunca vira esse posto antes. Não era a primeira vez que fazia aquele caminho. O sítio era da família desde que os avós dela casaram. Sua mãe nasceu ali. Ela foi criada ali e fez aquele caminho milhares de vezes desde bebê! Era um posto velho. Tão depredado que parecia estar desativado. Desativado se não fossem uns carros antigos também caindo aos pedaços estacionados em frente. Quem coleciona carro caindo aos pedaços?!?!? Comentou com o marido: - Meu amor, e esse posto que nunca vi na vida! Você viu?! O marido já exausto, responde: - Não prestei atenção! Mas se não viu antes é porque você é cega. Nem olha com essa cara porque você responde pra mim desse jeitinho sempre! Ela respirou fundo pra não começar uma briga ali... faltava tão pouco...perguntaria pro pai dela quando chegasse lá! E foi a primeira coisa que perguntou pro pai depois de abraçá-lo. O pai dela achou engraçado e respondeu que depois di galpão da firma tinha mais nada até chegar no sítio não. Tinha sim! Tinha porque ela viu! Mas também resolveu deixar pra lá esse assunto. A primeira semana foi uma maravilha! No final de semana seguinte, a irmã dela chegou com a família. A avó cozinha umas delícias. Os homens faziam churrasco e tomavam cerveja à vontade. O marido que não queria vir era o que mais aproveitada! A criançada brincava, pulava na piscina, corria livre, dormia e acordava tarde. Mas ela notava o filho dela meio aéreo, mais calado e não estava interagindo com os primos. Algumas vezes teve a impressão de ouvi-lo conversando/ cochichando com alguém mas quando se aproximava, ele se calava. Num sábado, resolveram fazer lasanha, mas faltava queijo, presunto, carne moída pro molho e extrato de tomate. Alguém teria que ir no mercado e pela primeira vez na vida, a filha dela se dispôs a buscar. A menina era habilitada há meses, dirigia por São Paulo, ia e voltava pra faculdade sozinha com o carro da minha cliente. E que perigo teria naquela estrada de terra, pouco ou nenhum movimento e ela iria até o supermercado mais próximo. O filho dela e os sobrinhos quiseram ir também e providenciaram suas máscaras e correram pro carro. Entregou uma nota de 100 reais pra sua filha fazer as compras. Ela me contou chorando que sua consciência pesa por ter pensado e falado pra irmã: - Graças a Deus, pelo menos por uma hora, teremos paz sem essas crianças gritando e correndo! A gente merece um pouco de silêncio sem filho gritando por mãe. A irmã dela riu e concordou.
Segundo ela, olhou no relógio na parede da cozinha, e faltava uns minutos pro meio dia.
O desespero estava pra começar!
Tinha passado uma hora desde a ida e nada dos sobrinhos e dos filhos voltarem. Resolveu ligar pro celular da filha e caia direto na caixa postal! Ligou dezenas de outras vezes e nada. Gritou o marido que estava na churrasqueira. Ele, o cunhado e o pai dela estavam bebendo desde às 8 da manhã. Quando ela relatou sua preocupação, eles não levaram a sério. Segundo os homens, as crianças logo estariam de volta...e foram beber mais. O coração dela apertou e lembrou do posto que vira na estrada, do filho acenando pro nada... não fazia sentindo, mas só pensava nisso. Tentou ligar mais vezes e como nada de atenderem, ela e a irmã pegaram outro carro e foram atrás dos filhos. De longe viram o carro que a filha dirigia encostado na estrada. Ela sentiu alívio por alguns segundos porque quando se aproximaram, o carro estava vazio. A irmã dela até aquele minuto parecia estar muito preocupada não. Porém, desceu do carro chorando. O carro estava parado sentido cidade ou seja, eles nem chegaram ao supermercado. Não tinha sinal deles! Sumiram! O celular não tinha rede, sem serviço e não tinha como pedir socorro ou ligar pra família. As pernas dela tremeram e caiu ajoelhada na terra rezando, pedindo a Deus por ajuda. Nessa hora, ela só lembrava que tinha sido ali que vira o posto de conveniência. Meio ao choro e grito contou pra irmã que vira o tal posto no caminho pro sítio. A irmã dela sem entender já gritou que nunca teve posto ali merda nenhuma. Minha cliente resolveu que iria encontrar o posto porque tinha merda de posto sim! O carro era da irmã dela que respondeu no gritou que não sairia de perto do carro, caso os filhos voltassem. Alguém tinha que avisar a família que estacavam em casa sem saber de nada! Entre gritos e mais choro, resolveram que a irmã voltaria pra avisar os outros e do sítio, ligaria pra polícia. Minha cliente esperaria no carro. Lógico que não conseguiu esperar e decidiu que procuraria por eles. Saiu com o carro que a filha dirigia. Dirigiu até o galpão da firma que tinha na estrada! Nada do posto. Fez o retorno, foi até o lugar que encontraram o carro abandonado e nada. Ela me contou soluçando que não era possível aquilo estar acontecendo. Desespero tinha atingido nível máximo! A irmã não voltava e a hora estava passando... e se ficasse noite?!?!? O que teria acontecido? Assalto? Sequestro? Nesse desespero fez o trecho até a firma, ida e volta, umas 5 vezes até cruzar com o carro da irmã. Vieram o marido, seu pai, cunhado e irmã. A avó ficou em casa, caso a polícia ou as crianças ligassem. Os homens bebados, ela e irmã histéricas! Ninguém se entendia. Depois de muita discussão quando tinham chegado à conclusão que o melhor era ir até a delegacia fazer um boletim, chega uma viatura com dois policiais. Ela tomou a frente e contou o ocorrido. Falou sobre ter visto por ali um posto de conveniência. Nessa hora os dois policiais se entreolharam. O marido dela emendou que ela era doida e que outra vez estava falando desse maldito posto. Um dos policiais, muito calmo contou que apesar de não existir nenhum posto naquele trecho, não era a primeira pessoa a relatar ter visto um. Sem contar muitos detalhes, falou que também não era a primeira, nem segunda vez que pessoas se perdiam e desapareciam naquela estrada! Os polícias pediram para que todos seguissem até a delegacia. Minha cliente e o marido, foram no carro encontrado na estrada e os outros, no carro da irmã. Na delegacia, um boletim de ocorrência foi feito. Mas todos os policiais ao ouvirem o relato, se entreolhavam de modo muito estranho. Só minha cliente notou. A polícia deveria esperar 24 horas após o desaparecimento pra iniciar as buscas! Um daqueles dois policiais que atenderam a ocorrência na estrada, disse baixinho pra minha cliente ficar calma que as crianças apareceriam. Porque todos tinham voltado de lá! Ainda na delegacia, ligavam de minuto a minuto pro sítio com esperança de receber boas notícias. Saíram da delegacia, por volta das 23 horas, ligaram mais uma vez pro sítio no caminho de volta. Nada! Ela e o marido não trocaram uma palavra...ambos choravam! Porém, ao estacionar o carro, ouviram as vozes das crianças e da avó. Ela sentiu um alívio e entrou na casa, agradecendo a Deus. Quando correu pra abraçar os filhos, paralisou. Impossível! Era impossível seu filho estar vestindo o shorts e a camiseta que ela tinha tirado da gaveta e deixado dentro de uma sacola deixada no chão da lavanderia, na sua casa em São Paulo! NÃO ERA POSSÍVEL!
Relato das crianças e da filha:
A filha contou que enquanto dirigia pro supermercado, viu o posto de conveniência, seu irmão, o filho da minha cliente de 5 anos, ao ver o tal lugar pediu pra parar ali! Ele pediu tanto, apelou usando “ por favorzinho” que convenceu a irmã a parar pra comprar tudo ali mesmo. O estacionamento da tal conveniência estava lotado de carros antigos. Seria melhor deixar o carro na estrada. Pensou que fosse um desses encontros de colecionadores de carros antigos. Nunca tinha visto nenhum daqueles modelos antes! A menina ainda relatou ter pensado em como alguém compraria ou colecionaria “uns trem” tão mal cuidado, caindo aos pedaços?!?!?!?!? Mas que só poderia ser coisa de”véi” mesmo. Entraram todos no estabelecimento e “bizarro” foi o termo usado ( pela filha dela) pra descrever o local e as pessoas! -Era um povo feio, tudo com pele amarela de doente, dentes podres, os homens e as sobrancelhas grossas e unidas... inclusive a de todas as mulheres! Até as crianças eram horrorosas... Crianças tinha fisionomia de velhas e sofridas! O lugar fedia! Fedia podre! Uma barulheira, todo mundo berrando, tocava uma música que ela não conseguia explicar. Era um ruído que estava grudado na cabeça dela. A música era um xiado fino, alto que dava a impressão de estar tocando dentro do corpo dela. A música machucava o seu pensamento. Era uma penumbra... uma luz que não iluminava e era difícil enxergar as coisas... ela tinha que forçar os olhos, piscar algumas vezes até distinguir os objetos ao redor. Objetos que nunca vira! Não dava pra imaginar a utilidade deles! Eram muitos corredores e prateleiras cheias de comida e coisas sem sentido! Enquanto se concentrava pra lembrar tudo que precisava comprar pra lasanha, a música dentro dela apagava as palavras. Ela fechou os olhos e forçou a memória... Talvez a força do seu pensar fez a música parar. Fez as pessoas pararam de gritar! Sentiu as maozinhas dos seus primos agarrarem sua mão e sua roupa. Ela sabia que estava chorando. Disse: - Mãeeeeee, fiquei com medo de abrir os olhos porque eu senti o peso daquele povo bizarro encarando a gente. Só abri porque ouvi um deles( referindo a um dos primos) dizer meu nome! Quando abri os olhos, meu irmão tinha desaparecido. Ele tinha sumidoooooo!!! Mãeeeeee, ele sumiu e não foi culpa minha... foi um segundo! As luzes começaram a piscar. Era uma luz sem cor, parecia que estávamos dentro de uma das fotografias daqueles binóculos da vovó! E as pessoas apontavam o dedo na nossa direção, gritando...eles gritavam sem mexer a boca: INTRUSOS, SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! VOCÊS NÃO PODEM FICAR AQUI, SAIAM DAQUI! Eu olhei pra uma senhora que estava bem próxima de nós e pedi ajuda. Contei que precisava comprar o que a mae nos pedira ... perguntei se ela tinha visto pra onde fora meu irmão. Mostrei o dinheiro! Ela riu!Quando ela abriu a boca sem nenhum dente, senti um bafo tão podre que o vômito quase saiu! Os primos estavam chorando, tremendo agarrados em mim! Comecei a chamar ele ( irmão/filho 5 anos)... e os bizarros, outra vez começaram : INTRUSOS, SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! VOCÊS NÃO PODEM FICAR AQUI, SAIAM DAQUI!
Eu não conseguia me mexer. Não dava pra andar!
E a música entrou em mim outra vez, mais alta e barulhenta! Minha cabeça doía e achei que desmaiaria. Nunca desmaiei... nas sabia que estava pra cair dura no chão! De repente, mas um de repente que pareceu horas, meu irmão aparece de mãos dadas com um bizarro tamanho criança. Ele veio dizendo que era o amigo que ele disse que conheceria aquele dia no carro no futuro. O bizarro chegou perto da gente dizendo que também me conhecia! Que já tinha falado que ( o filho de 5 anos) deveria fazer comigo o que (ele, bizarro!) tinha feito com a irmã dele! Eu puxei ele( apontou pro irmão) pra perto da gente! Mãe, ele não queria vir com a gente! Disse que ficaria com o amigo lá. Aí eu fiquei louca, fui arrastando todo mundo pra fora! O bizarro amigo dele, disse pra eu não falar alto porque “O ALGUEM”poderia acordar e pegar a gente pra ele! Eu mirei o rumo da porta, comecei a correr, as crianças também e o bizarro atrás da gente. Tinha escurecido. Era noite! Tinha neblina, um frio que esfriou meus ossos. Daí a gente correu muito! A gente corria e não chegava nunca até a estrada! Mas quando conseguimos, eu olhei, eu pisquei pra ver melhor e o carro tinha sumido. Sumidooooooo! O carro não estava mais lá! Sentamos no meio fio, meu irmão chorando porque queria voltar pra ficar com o amigo, os primos pedindo pela tia! Eles tremiam e batiam os dentes de frio! Entrei em pânico,porque como eu explicaria que perdi o carro, não comprei as coisas! Foi aí, que vi você mamãe, passar na nossa frente dirigindo nosso carro. Gritamos, corremos atrás de você, acenamos e você não olhou! Você não ouviu a gente gritar! Maeeeeee, você foi e voltou, foi e voltou, foi e voltou! Depois passou a tia em outro carro com o pai,o vovô e o tio! Mãe e tia, vocês nos ignoraram na beira da estrada. E aquela peste do moleque bizarro, de longe morrendo de rir da gente e gritando BEM FEITOOOOO! Como se não bastasse tudo isso, começou a ventar forte e a tempestade começou a cair. Ficou mais frio e a gente não conseguia respirar de tanta água que caia. A solução foi vir a pé, estrada escura, com chuva...Andamos até aqui!
OS SOBRINHOS:
-A gente ficou com muito medo! - Eu fiquei com tanto, tanto medo que fiz xixi na calça. -Eram monstros! - Eles queriam comer a gente! -Você não viu?!?!? Eles iriam picar a gente pra vender como carne moída! -Sera?!? E choraram muito. Ainda não conseguem dormir sozinhos em seus quartos. A luz tem que ficar acesa! Quando dormem, têm pesadelos e acordam aos berros!
O FILHO DE 5 ANOS:
-Mãe, foi legal. Sabia que meu amigo morava ali? Eu disse! Ele me visitava as vezes nos sonhos. Mesmo quando eu sonhava acordado e de dia! Hoje, a gente brincou de esconde-esconde e pega-pega!Fui na casa dele e comi comida lá! Sujei minha roupa de sangue e a mãe dele me emprestou essa. Essa roupa é do meu amiguinho! Ela falou que vai lavar a minha e depois trazer aqui pra você! Me convidaram pra ir lá outras vezes, passar as férias. Falei que pediria pra mamãe e pro meu papai! Foi super legal e meu amigo disse que já tinha me visto lá no futuro muitas vezes e que morarei com eles pra sempre! Pra sempre é muito tempo? Posso, mamãe? Deixa, por favorzinho?Por favorzinho? Eu convidei ele pra vir aqui amanhã brincar comigo, tá? Se você falar com a mãe dele, ela poderia deixar ele dormir aqui, né?!?!? Deixa, por favorzinho... diz que sim, mamãe!
Voltaram TODOS PRAS SUAS CASAS EM SÃO PAULO no dia seguinte, assim que o dia clareou. Os pais dela colocaram o sítio à venda e moram com ela, por enquanto. Minha cliente acredita que existe um lugar além. Ela tem certeza absoluta e provas disso! Está apavorada. Seu filho fala, brinca, canta, dá gargalhadas e afirma que o amigo está ao lado dele! Assim que entrou na sua casa em SP, correu até a lavanderia. Ela encontrou as roupas que seu filho usava no dia do sumiço. Estavam dentro da sacola, ao lado da máquina de lavar!
submitted by DonaBruxa_Deyse to u/DonaBruxa_Deyse [link] [comments]


2020.10.14 00:20 121105 Namoro um rapaz com esquizofrenia e mesmo sendo autista a falta de tato dele me incomoda.

Eu estou me sentindo a pessoa mais intolerante e psicofóbica do mundo, mas já tive problemas demais na vida, principalmente em relacionamentos. Sou borderline, bipolar e autista nível 01. Nós autista não temos tato às vezes pq não aprendemos. Não temos traquejo social. Qual a desculpa para alguém que não nasceu com nenhum problema e desenvolveu depois não ter nenhum trato no falar e não pegar as coisas "no ar" feito se fala?
Ele fala palavras que não são aquelas que podem ser faladas em público, principalmente perto de crianças, não percebe que eu trabalho e não posso fazer todo o trabalho doméstico também sozinha - aí meu filho também tem culpa pq não faz nada.
Com mais de 60 milhões de músicas no mundo ele coloca logo uma que desrespeita a minha religião.
Só fala de doença, nem meu hiperfoco autista sendo saúde eu suporto isso. Acabou de dizer que nós vamos pegar coronavirus de novo pq não temos higiene nenhuma - não entende que uns pratinhos pra lavar não significam que vamos pegar coronavirus de novo até pq conheço o mecanismo da doença. Só que eu tô trabalhando que nem uma condenada nessa pandemia, mesmo tendo a [email protected]$# do autismo.
Agora tá aqui falando que era pra gente lavar a roupa toda vez que sai. Carambaaaaaaaaaaa! A máquina daqui é lava e seca e eu tava tra-ba-lhan-do. Qualquer um é só colocar o sabão e ligar um botão. Só isso. Literalmente.
E não tenho coragem nenhuma de mandá-lo embora pq só faz 04 dias que estamos morando juntos e de casamento marcado já.
Eu juro que já pensei em suicídio pra me ver livre disso e até das atitudes do meu filho que não é filho dele mas são muito parecidas.
submitted by 121105 to desabafos [link] [comments]


2020.10.13 12:01 NikolaiShirokov um pouco de paz não faz mal

ontem foi um dia interessante, sinto que foi a melhor forma de ficar feliz com o dia das crianças com 18 anos, nós fizemos uma festa durante o dia pra pivetada da favela, distribuimos brinquedos, chocolate, roupa e os carai, e achei engraçado o fato de que segurando um livro e uma caneta de quadro ou um g3 e um radinho eu consigo arrancar sorrisos de uma criança (não vou te obrigar a acreditar nisso btw). Pela noite, o fluxo do baile comendo solto, black lança sendo jogado que nem aviãozinho do silvio santos, putaria e a boa e velha tensão de uma ranger brechar a qualquer momento pra trocação franca, o que aliás nem chegou perto de acontecer, peguei umas mina pela primeira vez em meses de depressão e medo de tudo, esse acontecimento foi do caralho tambem pq no fundo tava um coro lindo cantando " PJL ESSE É O LEMA, C.V.R.L PREPARADO PRO PROBLEMA, NA INTELIGENCIA JUNTO COM ATITUDE, COMANDO VERMELHO, ROGERIO LEBRUGUER" ainda to mt chapado então provavelmente esse texto tá uma merda mas pra um plantão de 18h seguidas, até que foi muito bom, fazia tempo que eu sequer aturava o fato de estar vivendo e essa noite valeu a pena ter vivido. fé em deus e nas crianças
submitted by NikolaiShirokov to desabafos [link] [comments]


2020.10.07 11:31 pqamarks Minha avó está com câncer de pâncreas

Escrevi isso de madrugada porque nem consegui dormir de tanta preocupação e tristeza. Chorei pelo menos umas 9 vezes ontem. É um relato grande, peço desculpas por possíveis erros gramaticais e não sei se alguém vai ler.

Enfim, ela tem 74 anos e várias comorbidades: diabetes tipo 2, pressão alta, hipotireoidismo e espondilolistese. De um ano pra cá, veio relatando cansaço diariamente - Eu a vejo todos os dias, já que moramos em um sobrado: eu na casa de baixo, com meus pais, e ela na casa de cima. Mesmo com a queixa de cansaço, eu nem parava para pensar na possibilidade de câncer. Ela mesma dizia que se sentia bem, apesar do cansaço, então supunha que deveria ser por causa da diabetes.

Todos os dias ia para a casa dela para tomar um cafezinho (o melhor café que já tomei, aliás), rir, dar carinho nos 6 gatos dela e ouvir ela me contando histórias enquanto me mostrava as plantas dela. Sempre conversávamos sobre as novidades, eu contava para ela como está a faculdade e tudo mais.
Minha avó é uma batalhadora. A história dela é maravilhosa: filha de imigrantes espanhóis e italianos de origem pobre, enfrentou a falta de recursos desde muito cedo. Começou a trabalhar aos 12 anos de idade (ela conta que pegava o trem às 5 da manhã para ir trabalhar todos os dias) e parou os estudos depois do ensino fundamental, mas retomou aos 20 e poucos anos e concluiu o ensino médio, então se tornou auxiliar de enfermagem. Com o dinheiro conquistado junto com os pais e o marido - o amor da vida dela (que trabalhou para a aeronáutica e já foi carteiro também) - ela conseguiu construir esse sobrado em um terreno grande. Foi um imenso sacrifício, ela passou necessidades, inclusive conta que já chegou a passar fome, mas conseguiu fazer uma casa enorme e muito bonita. Teve só uma filha e deu tudo do bom e do melhor para ela. Sempre foi elogiada em seu trabalho no hospital e, mesmo após mais de 20 anos de aposentada, alguns antigos pacientes chegaram a vir na casa dela para agradecê-la por ter "salvado a vida" deles.

Em 1990, minha bisavó partiu. Câncer de mama. No mesmo ano, meu irmão mais velho nasceu.
Em 1995, eu e meu irmão gêmeo nascemos.
Em 1998, meu avô partiu. Câncer colorretal. Ela entrou em depressão profunda e se agarrou ao catolicismo com todas as forças que ainda tinha. Ia para a missa todo fim de semana, assistia a programas religiosos e rezava todos os dias. Me ensinou a rezar, me levava à missa e me levava à catequese e à escola, e também pagava meus estudos. Sempre foi minha super heroína, meu modelo a ser seguido; minha mãe teve muitos problemas de saúde durante a minha vida (teve um tumor cerebral, problemas de ansiedade, depressão e bipolaridade, além de ter feito outras cirurgias, então infelizmente ela não conseguia cuidar tanto de mim), logo, minha avó sempre foi minha segunda mãe: durante a infância, me acordava todos os dias com bolachas, leite com chocolate e me dava um beijo, dizia "bença" e me incentivava a estudar.
Então eu fui crescendo, ela foi envelhecendo, e mesmo cada vez mais fraquinha, acumulando comorbidades, nunca parou.

Lá para 2004, tivemos uma crise financeira absurda. Meu pai ficou desempregado e começou a fazer faculdade mesmo com seus trinta e poucos anos, minha mãe estava com um tumor e não podia trabalhar e eu e meus irmãos éramos crianças. Minha avó começou a carregar a família nas costas, pagava todas as contas e fazia de tudo para eu e meus irmãos ficarmos bem. Depois de alguns anos de muita pobreza, meu pai terminou os estudos, começou a trabalhar, meu irmão mais velho conseguiu um emprego e as coisas foram melhorando aos poucos, mas ela sempre foi a chefe das finanças e quem mais contribuía, além de lavar roupas, cuidar dos gatos, limpar a casa e fazer a comida para todos nós.

Minha avó sempre foi extremamente persistente, independente, forte e amável. Eu terminei a escola e resolvi que iria prestar medicina. Sempre foi meu sonho, me impressionava com todas as histórias que ela me contava sobre a rotina no hospital e queria poder proporcionar às outras pessoas a mesma sensação que tive quando tivemos cirurgias bem sucedidas na minha família. Minha avó inclusive fez uma cirurgia na coluna em 2009 e melhorou muito da espondilolistese. Concluí que queria realmente fazer medicina e que gostaria de ajudar as pessoas, assim como meu exemplo de vida (minha avó) fez durante a vida dela.

Entretanto, quando falei para a minha família que iria prestar medicina, meu pai me disse que não tinha condição nenhuma de me ajudar com os estudos, então "seria melhor fazer biomedicina e pronto". Eu disse que não tinha problema, que eu trabalharia e estudaria pagando um cursinho. Ele me xingou de várias coisas, já que o clima da discussão tinha esquentado (ele sempre teve vontade de fazer medicina também, mas não conseguiu, então acho que ficou bravo comigo por isso, não sei), e depois apostou comigo que eu nunca conseguiria passar. Ele realmente não me ajudou, minha avó não tinha dinheiro para me bancar mais uma vez, e nem a minha mãe. Então fui trabalhar como repositor de supermercado aos 18 anos. Logo depois de ter sido contratado e resolvido pagar meu cursinho pré vestibular, minha avó disse que iria sujar o próprio nome fazendo um empréstimo absurdo, não pagando as parcelas, e então pagando meu cursinho. Então ela disse que eu não deveria mais trabalhar, já que o vestibular é muito concorrido e eu precisava passar numa universidade em que eu não precisasse pagar, considerando a nossa realidade financeira. De início, recusei e achei um absurdo o que ela fez. Mas ela me pediu por favor para nunca desistir e disse que, mesmo que eu não conseguisse, não teria problema. O importante era apenas que eu tentasse.

Dessa forma, larguei o emprego e resolvi honrar cada centavo gasto por ela. Precisava passar no vestibular. Eram muitas coisas em jogo: a aposta do meu pai, o sacrifício dela e a realização do meu sonho. Passei no vestibular depois de muito esforço e sentimento de frustração por ter fracassado por dois anos. Ela nunca desistiu de mim. Sempre insistiu e me pedia para não ir trabalhar, focar nos estudos e não desanimar. Eu passei, comemorei muito e agradeci demais a ela. E ainda por cima ganhei uma bolsa 100%. Mesmo com todas as dificuldades financeiras, deu tudo certo no final. E depois ela acabou quitando a dívida com o banco.

Então minha próxima meta era me formar e ela me ver médico, autossuficiente, ajudando minha família e mimando ela o máximo possível para poder retribuir pelo menos 1% de tudo o que ela já me fez. Os anos de faculdade até então foram bons e, como disse anteriormente, visitá-la era um hábito.

Até que semana passada fui vê-la e de repente ela quase desmaiou enquanto tomávamos um café. Ela estava meio amarelada. Mais tarde, a levei para o pronto socorro e o médico, sem nem dar boa noite e nem olhar na cara dela, disse que era "refluxo" e que ela melhoraria sozinha. Em seguida, mandei ele olhar nos olhos dela e debaixo da língua dela para ver como ela estava ictérica. Finalmente o médico meia boca tomou vergonha na cara e pediu vários exames, meio envergonhado. Depois dela tomar alguns remédios na veia, voltou para casa. Um dia depois, voltou para o hospital para ver os resultados dos exames. Os resultados não foram animadores e ela foi internada. Depois de uma semana de muito sofrimento, furadas nas veias e vários exames, veio o diagnóstico: câncer de cabeça de pâncreas. Só falta fazer o estadiamento e confirmar onde tem metástases.

Hoje ela teve alta, mas não está bem. Está cansadinha, sonolenta e levanta com muita dificuldade, precisando de ajuda até para ir ao banheiro. Eu estou acabado, sem chão, destruído. Escrevi isso tudo chorando. Ela disse ao meu irmão que não tem medo de nada, que ama a família dela e que tem os melhores netos do mundo. Também disse que está feliz porque finalmente irá reencontrar meu avô e os pais dela.

Não vou conseguir devolver tudo o que ela fez de bom por mim. Eu queria mimá-la, tratá-la como uma rainha e dar uma excelente condição de vida para ela. Queria que minha avó me visse formado e gostaria que ela não sofresse, mas a vida é desse jeito: de repente nos dá uma rasteira. A minha sensação é de incompetência, já que eu deveria ter levado ela antes para o hospital, já suspeitando da possibilidade de câncer. Mas ela sempre me dizia que estava bem e que eu não deveria me preocupar.

E agora? Como eu fico sem minha base? Sem a pessoa que mais amo no mundo? A pessoa que nunca desistiu de mim e me fez ser quem eu sou? Isso tudo é triste demais. Eu tento me mostrar forte e oferecer apoio para a minha mãe e meus irmãos, mas na verdade uma parte minha está morrendo. Não dá para acreditar que isso esteja acontecendo.

De qualquer forma, nunca vou me esquecer do legado dela. Por onde ela passou, deixou vida: se encontrou numa profissão que se destina a ajudar o próximo, fez inúmeras caridades para a Pastoral da Criança, ajudou pessoas necessitadas, tratou de pacientes em hemodiálise e trouxe vida até mesmo a partir de atos mais sutis: desde os cuidados com plantas até com animais de estimação. Ela é uma pessoa que naturalmente traz vida para os ambientes por onde passa. Sempre teve algum gato, cachorro ou passarinho, lutou contra injustiças, curou, ajudou e forneceu suporte a todos. Mesmo agora, provavelmente no fim da vida, ela dá uma aula de como viver a vida. Continua sorridente, divertida, carinhosa, extremamente pé no chão, agradando os gatos e conversando de forma lúcida e perspicaz. É uma pessoa incrível e, independente do que possa acontecer, eu amo demais tudo o que ela representa.
submitted by pqamarks to brasil [link] [comments]


2020.10.07 07:18 pqamarks Minha avó está com câncer de pâncreas

Estou escrevendo isso de madrugada porque nem consigo dormir de tanta preocupação e tristeza. Chorei pelo menos umas 9 vezes ontem. É um relato grande, peço desculpas e não sei se alguém vai ler.
Enfim, ela tem 74 anos e várias comorbidades: diabetes tipo 2, pressão alta, hipotireoidismo e espondilolistese. De um ano pra cá, veio relatando cansaço diariamente - Eu a vejo todos os dias, já que moramos em um sobrado: eu na casa de baixo, com meus pais, e ela na casa de cima. Mesmo com a queixa de cansaço, eu nem parava para pensar na possibilidade de câncer. Ela mesma dizia que se sentia bem, apesar do cansaço, então supunha que deveria ser por causa da diabetes.
Todos os dias ia para a casa dela para tomar um cafezinho (o melhor café que já tomei, aliás), rir, dar carinho nos 6 gatos dela e ouvir ela me contando histórias enquanto me mostrava as plantinhas dela. Sempre conversávamos sobre as novidades, eu contava para ela como está a faculdade e tudo mais.
Minha avó é uma batalhadora. A história dela é maravilhosa: filha de imigrantes espanhóis e italianos de origem pobre, enfrentou a falta de recursos desde muito cedo. Começou a trabalhar aos 12 anos de idade (ela conta que pegava o trem às 5 da manhã para ir trabalhar todos os dias) e parou os estudos depois do ensino fundamental, mas retomou aos 20 e poucos anos e concluiu o ensino médio, então se tornou auxiliar de enfermagem. Com o dinheiro conquistado junto com os pais e o marido - o amor da vida dela (que trabalhou para a aeronáutica e já foi carteiro também) - ela conseguiu construir esse sobrado em um terreno grande. Foi um imenso sacrifício, ela passou necessidades, inclusive conta que já chegou a passar fome, mas conseguiu fazer uma casa enorme e muito bonita. Teve só uma filha e deu tudo do bom e do melhor para ela. Sempre foi elogiada em seu trabalho no hospital e, mesmo após mais de 20 anos de aposentada, alguns antigos pacientes chegaram a vir aqui em casa para agradecê-la por ter "salvado a vida" deles.
Em 1990, minha bisavó partiu. Câncer de mama. No mesmo ano, meu irmão mais velho nasceu. Em 1995, eu e meu irmão gêmeo nascemos. Em 1998, meu avô partiu. Câncer colorretal. Ela entrou em depressão profunda e se agarrou ao catolicismo com todas as forças que ainda tinha. Ia para a missa todo fim de semana, assistia a programas religiosos e rezava todos os dias. Me ensinou a rezar, me levava à missa e me levava à catequese e à escola, e também pagava meus estudos. Sempre foi minha super heroína, meu modelo a ser seguido; minha mãe teve muitos problemas de saúde durante a minha vida (teve um tumor cerebral, problemas de ansiedade, depressão e bipolaridade, além de ter feito outras cirurgias, então infelizmente ela não conseguia cuidar tanto de mim), logo, minha avó sempre foi minha segunda mãe: durante a infância, me acordava todos os dias com bolachas, leite com chocolate e me dava um beijo, dizia "bença" e me incentivava a estudar. Então eu fui crescendo, ela foi envelhecendo, e mesmo cada vez mais fraquinha, acumulando comorbidades, nunca parou.
Lá para 2004, tivemos uma crise financeira absurda. Meu pai ficou desempregado e começou a fazer faculdade mesmo com seus trinta e poucos anos, minha mãe estava com um tumor e não podia trabalhar e eu e meus irmãos éramos crianças. Minha avó começou a carregar a família nas costas, pagava todas as contas e fazia de tudo para eu e meus irmãos ficarmos bem. Depois de alguns anos de muita pobreza, meu pai terminou os estudos, começou a trabalhar, meu irmão mais velho conseguiu um emprego e as coisas foram melhorando aos poucos, mas ela sempre foi a chefe das finanças e quem mais contribuía, além de lavar roupas, cuidar dos gatos, limpar a casa e fazer a comida para todos nós.
Minha avó sempre foi extremamente persistente, forte e amável. Eu terminei a escola e resolvi que iria prestar medicina. Sempre foi meu sonho, me impressionava com todas as histórias que ela me contava sobre a rotina no hospital e queria poder proporcionar às outras pessoas a mesma sensação que tive quando tivemos cirurgias bem sucedidas na minha família. Minha avó inclusive fez uma cirurgia na coluna em 2009 e melhorou muito da espondilolistese. Concluí que queria realmente fazer medicina e que gostaria de ajudar as pessoas, assim como meu exemplo de vida (minha avó) fez durante a vida dela.
Entretanto, quando falei para a minha família que iria prestar medicina, meu pai me disse que não tinha condição nenhuma de me ajudar com os estudos, então "seria melhor fazer biomedicina e pronto". Eu disse que não tinha problema, que eu trabalharia e estudaria pagando um cursinho. Ele me xingou de várias coisas, já que o clima da discussão tinha esquentado (ele sempre teve vontade de fazer medicina também, mas não conseguiu, então acho que ficou bravo comigo por isso, não sei), e depois apostou comigo que eu nunca conseguiria passar. Ele realmente não me ajudou, minha avó não tinha dinheiro para me bancar mais uma vez, e nem a minha mãe. Então fui trabalhar como repositor de supermercado aos 18 anos. Logo depois de ter sido contratado e resolvido pagar meu cursinho pré vestibular, minha avó disse que iria sujar o próprio nome fazendo um empréstimo absurdo, não pagando as parcelas, e então pagando meu cursinho. Então ela disse que eu não deveria mais trabalhar, já que o vestibular é muito concorrido e eu precisava passar numa universidade em que eu não precisasse pagar, considerando a nossa realidade financeira. De início, recusei e achei um absurdo o que ela fez. Mas ela me pediu por favor para nunca desistir e disse que, mesmo que eu não conseguisse, não teria problema. O importante era apenas que eu tentasse.
Dessa forma, larguei o emprego e resolvi honrar cada centavo gasto por ela. Precisava passar no vestibular. Eram muitas coisas em jogo: a aposta do meu pai, o sacrifício dela e a realização do meu sonho. Passei no vestibular depois de muito esforço e sentimento de frustração por ter fracassado por dois anos. Ela nunca desistiu de mim. Sempre insistiu e me pedia para não ir trabalhar, focar nos estudos e não desanimar. Eu passei, comemorei muito e agradeci demais a ela. E ainda por cima ganhei uma bolsa 100%. Mesmo com todas as dificuldades financeiras, deu tudo certo no final. E depois ela acabou quitando a dívida com o banco.
Então minha próxima meta era me formar e ela me ver médico, autossuficiente, ajudando minha família e mimando ela o máximo possível para poder retribuir pelo menos 1% de tudo o que ela já me fez. Os anos de faculdade até então foram bons e, como disse anteriormente, visitá-la era um hábito.
Até que semana passada fui vê-la e de repente ela quase desmaiou enquanto tomávamos um café. Ela estava meio amarelada. Mais tarde, a levei para o pronto socorro e o médico, sem nem dar boa noite e nem olhar na cara dela, disse que era "refluxo" e que ela melhoraria sozinha. Em seguida, mandei ele olhar nos olhos dela e debaixo da língua dela para ver como ela estava ictérica. Finalmente o médico meia boca tomou vergonha na cara e pediu vários exames, meio envergonhado. Depois dela tomar alguns remédios na veia, voltou para casa. Um dia depois, voltou para o hospital para ver os resultados dos exames. Os resultados não foram animadores e ela foi internada. Depois de uma semana de muito sofrimento, furadas nas veias e vários exames, veio o diagnóstico: câncer de cabeça de pâncreas. Só falta fazer o estadiamento e confirmar onde tem metástases.
Hoje ela teve alta, mas não está bem. Está cansadinha, sonolenta e levanta com muita dificuldade, precisando de ajuda até para ir ao banheiro. Eu estou acabado, sem chão, destruído. Escrevi isso tudo chorando. Ela disse ao meu irmão que não tem medo de nada, que ama a família dela e que tem os melhores netos do mundo. Também disse que está feliz porque finalmente irá reencontrar meu avô e os pais dela.
Não vou conseguir devolver tudo o que ela fez de bom por mim. Eu queria mimá-la, tratá-la como uma rainha e dar uma excelente condição de vida para ela. Queria que minha avó me visse formado e gostaria que ela não sofresse, mas a vida é desse jeito: de repente nos dá uma rasteira. A minha sensação é de incompetência, já que eu deveria ter levado ela antes para o hospital, já suspeitando da possibilidade de câncer. Mas ela sempre me dizia que estava bem e que eu não deveria me preocupar.
E agora? Como eu fico sem minha base? Sem a pessoa que mais amo no mundo? A pessoa que nunca desistiu de mim e me fez ser quem eu sou? Isso tudo é triste demais. Eu tento me mostrar forte e oferecer apoio para a minha mãe e meus irmãos, mas na verdade uma parte minha está morrendo. Não dá para acreditar que isso esteja acontecendo.
De qualquer forma, nunca vou me esquecer do legado dela. Por onde ela passou, deixou vida: se encontrou numa profissão que se destina a ajudar o próximo, fez inúmeras caridades para a Pastoral da Criança, ajudou pessoas necessitadas, tratou de pacientes em hemodiálise e trouxe vida até mesmo a partir de atos mais sutis: desde os cuidados com plantas até com animais de estimação. Ela é uma pessoa que naturalmente traz vida para os ambientes por onde passa. Sempre teve algum gato, cachorro ou passarinho, lutou contra injustiças, curou, ajudou e forneceu suporte a todos. É uma pessoa incrível e, independente do que possa acontecer, eu amo demais tudo o que ela representa.
submitted by pqamarks to desabafos [link] [comments]


2020.10.01 03:17 droidtex Leitura da Enciclopédia - Matérias hora H

Aproveitando a reta final do PH - Caso Evandro, eu me propus a estudar mais os detalhes do caso pela primeira vez na Enciclopédia. Alías, recomendo a todos que façam o mesmo! O trabalho do Ivan e sua equipe é excelente, e ajuda muito em meio a tanta informação que recebemos em áudio. Li todos os resumos, passei por cima de alguns anexos, principalmente as matérias no hora H. Algumas coisas me chamaram a atenção e gostaria de compartilhar:
- Sensacionalismo - As matérias foram importantíssimas para dar a versão dos acusados numa época em que eles eram tratados como "satanistas", mas também possuem um teor sensacionalista e irresponsável sobre o caso. Ver o Diógenes na capa com o título "caçador de bruxas" é um exemplo disso.
- Leandro Bossi e Aramis - Não lembro se o Ivan falou sobre isso ou se vai falar no futuro, mas segundo João Bossi, 5 crianças haviam sumido no dia do show do Moraes Moreira. Leandro desapareceu, mas as outras 4 voltaram para a casa de madrugada, entre elas Aramis, filho de um casal conhecido de João. A equipe do jornal vai até a casa de Aramis para entender o que aconteceu durante o sumiço, mas o pai da criança nega e fala que ela nunca desapareceu. Thiago, irmão de Aramis aparece na janela então e logo desmente o pai: "Meu irmão sumiu sim, mas minha mãe não gosta que a gente fale sobre isso".
- Leandro Bossi e Diógenes - Em um dos julgamentos, Diógenes se coloca como testemunha do desaparecimento de Leandro Bossi, inclusive afirmando ter reconhecido como um 7 dos acusados. Na matéria, no entanto, quando o repórter pergunta "Como você sabe o que foi feito com leandro?" ele não se coloca como testemunha, apenas afirma que o repórter Gladimir Nascimento recebera a confissão.
- Walmir Battú Walmir era detetive da Bureau Internacional de Busca a Crianças desaparecidas. Tem uma entrevista em que ele acusa , sem dar qualquer prova, João Bossi de ter dado a própria criança e ainda ter vestido o corpo da menina encontrada com as roupas do filho. Pessoalmente achei esse Walmir outro irresponsável que queria se promover com o caso.
- Diógenes e Euclídio
Uma testemunha chamada Euclídio Soares dos Reis afirmou ter visto Diógenes jogar o corpo de uma criança no mato em Guaratuba. Ele afirmou que viu Diógens fazer isso junto com um tal de Paulinho Nogueira. Euclídio fez essa declaração em 1995, 3 anos depois do crime. Com a guerra jurídica que acompanhamos, e considerando as ameaças que foram feitas ao Edésio, eu não daria tanta credibilidade a esse relato. Mas estou muito curioso para saber como e se isso será tratado na parte final do podcast.
submitted by droidtex to ProjetoHumanos [link] [comments]


2020.09.29 20:23 wisemann_andy Desejo morar sozinho mas possuo medos, dúvidas e insegurança. Meu psicológico está afetado pelo passado.

Algo que já perturba a minha mente a pelo menos 10 anos é a vontade de poder ter a experiencia de ser solteiro morando sozinho. Tenho 30 anos e sou infeliz nesse quesito(existe outros quesitos mas para não fugir do tópico, vou falar deste porque nesse ultimo mês, é o que esta me atormentando a mente. Tenho vontade de morar sozinho, pode andar de cueca, chegar e sair na hora que quero sem dar satisfação, não se preocupar em ter que esconder os sites e revistas playboy de alguém. Pode parecer algo natural ou até normal para qualquer jovem entre 20-30 anos, mas para mim, da casa de onde cresci não é. Desde criança fui criado dentro de casa, minha mãe sempre protegeu eu quando criança (incluindo meus irmãos anos depois) e vivemos sempre na base de obedecer regras. Não que eu tenha problema com regras, ou fui rebelde durante a minha adolescência no passado. Tipo: "vai sair para onde e com quem?", "volta que horas?", "quem são esses colegas?", "não quero saber de encontrar revista de mulher nua em minha casa", "não quero te ver assistindo esses filmes" e por aí vai... São coisas que hoje aos 30 anos e morando ainda com os pais, eu venho tendo consequências e esse fardo está me incomodando já pelo menos uns 10 anos atrás. Já tive amigo na época de escola que seus pais eram bem tranquilos com muita coisa, porque sabiam que era vontades/coisas que todo jovem passa. Tipo, os pais desse amigo da época de ensino médio me mostrou que os pais dele (nessa época) deram uma assinatura da revista playboy, e ele tinha na porta do guarda roupa um poster da modelo da capa. E eu fiquei embasbacado, porque nunca que minha mãe deixaria uma coisa dessas! Nem se meu pai me presenteasse com uma assinatura dessas, ela deixaria passar. E hoje digo que é uma das minhas grandes vontades em poder fazer. Colar na porta do guarda roupa um poster de uma mulher que acho atraente em meu quarto, sem preocupação de nada. Parece bobo, eu sei... Sempre fui tímido na escola, hoje ainda sou, mas melhorei muito. E por minha mãe me privar de poder sair desde novo, isso me atrapalhou durante a faculdade de conhecer outras pessoas e garotas desconhecidas. Por que se eu fizesse , mesmo que por rebeldia, eu iria ouvir aos montes. Por não praticar o "chaveco" durante a adolescência e o inicio da faculdade, hoje luto para conseguir ter uma namorada, o que me dificulta participar do que chamam de "jogo da conquista"por não ter adquirido experiencia. Tem momentos que me sinto um merda por isso... Mas gostaria muito de poder morar sozinho, ter essa experiencia de homem solteiro. Mas por ter sido educado assim, sem experiencia por tentar, hoje tenho duvidas, medo, inseguranças... Ela no entanto, diz me encorajar, ao "modo" dela, mas já disse antes que: "como eu vou me virar sozinho, se a senhora me prendeu o tempo todo?" Tenho vontade de voltar a morar fora do Brasil, ou pelo menos ir para São Paulo, mas aquilo, fico com medo por não ter preparo, já que tenho também o psicológico todo abalado por conta do passado. Tenho outras coisas a relatar, mas no momento, é o que me veio a cabeça durante esses dias. Se vier mais coisas pra me desabafar, complemento através dos comentários.
submitted by wisemann_andy to desabafos [link] [comments]


2020.09.29 16:21 Vedovati_Pisos Novas tendências de exercícios invadem as academias

A Zumba inspirada em ritmos latinos como salsa, merengue, mambo e lambada promete queimar até mil calorias em uma aula. A modalidade criada pelo colombiano Beto Perez, tem um publico que não procura apenas o cuidado estético e com a saúde, mas que quer se divertir. A quantidade de praticantes só aumenta. São mais de 15 milhões de adeptos em 180 países. A Zumba se adapta e traz novidades para continuar atraindo o público no mercado.
Apesar de não substituir, é uma opção para quem não consegue se dedicar à musculação. “A maioria procura porque não tem paciência, porque não gosta, porque é parado, porque não gosta de ficar puxando ferro. Acho a musculação muito importante, mas defendo que a pessoa tem que fazer o que ela gosta”, disse a instrutora de Zumba Greici Silveira Rosa e proprietária de um estúdio feminino.
As aulas são predominadas pelos ritmos latinos internacionais. Outros estilos podem ser mesclados, como o axé, mas sem perder a essência internacional. Dentro da Zumba existem outras dez opções de aulas personalizadas que podem ser feitas com equipamentos e até dentro da água. Alguns estúdios já oferecem a modalidade especialmente para crianças e idosos.
No estúdio, a iluminação principal é apagada e são jogadas luzes coloridas para deixar o ambiente com cara de uma festa. A base é a diversão e o aluno não precisa se preocupar em dançar corretamente. O emagrecimento acaba sendo uma consequência da atividade. “Eu acredito que está no auge de público. Sempre surgem novas modalidades, mas com essa alegria e o clima de festa, só a Zumba proporciona”, disse Greice.
Para motivar as alunas de Greici, foi criado um grupo no Whatsapp, em que as mulheres compartilham as dietas que funcionaram com cada uma e contam cada quilo que perdem. A turma troca informações e mostra o que estão comendo. A instrutora passa algumas dicas, mas enfatiza que não prescreve dietas, pois cada uma deve seguir uma dieta feita por um nutricionista para adaptar ao seu organismo e objetivos. “Toda história que elas contam, a superação delas, a vontade é o que me faz bem”, contou Greici.
Superação e foco na balança
A professora de Educação Infantil, Juliana Rodrigues Gonzales, conheceu a modalidade há um ano por indicação de uma amiga e nesse período perdeu 15 quilos. Antes de se mudar para Joinville já tentou fazer caminhadas e musculação algumas vezes, mas não conseguia continuar. “Nunca persistia muito tempo, não era algo que eu gostava. Eu gostava muito de dançar, mas não achava nada que se encaixasse. Quando uma amiga indicou e apresentou a Zumba, que eu ainda não conhecia, eu amei. Desde quando comecei a primeira aula eu não parei mais”, contou Juliana. Também começou a praticar Zumba Toning, que utiliza Toning Sticks, halteres da própria marca Zumba. Nas coreografias, os movimentos são mais localizados para promover a tonificação muscular.
A alimentação de Juliana foi mudando gradativamente. Há seis meses não come mais frituras e não perde o foco nem nos finais de semana. “A própria alimentação você vai se adequando, se acostumando. No começo é bem difícil, nos primeiros vinte dias é bem sacrificante”, comentou. Aos poucos foi cortando alguns itens e substituindo por outros mais saudáveis. Quando sai com o marido, ele fica até preocupado de comer algo diferente dela achando que isso vai desestimulá-la. “Mas já estou acostumada, para mim não é mais algo que me faz falta.”, completou a professora.
Quem convive com Juliana e seus parentes, notaram diferença nela não apenas pelo emagrecimento. No final do ano, viajou para o Mato Grosso do Sul e seus familiares perceberam melhoras na postura, na maneira de andar, na coordenação, no estilo de vida e que estava comendo melhor.

Novas modalidades ganham espaço no mercado e conquistam o público
Ao pisar dentro da academia, o praticante é recepcionado com um aviso estampado no tapete: “Ao entrar esteja disposto a dar o máximo em todos os treinos”. É nesse clima que a aula de Crossfit começa preparando os praticantes para o WOD, Workout of the Day (treino do dia).
O Crossfit surgiu nos Estados Unidos e está ganhando espaço dentro das academias. A modalidade trabalha com movimentos variados de alta intensidade e funcionais, principalmente da ginástica, corrida e remo. Os materiais utilizados são diversificados como cordas, barras, anilhas, canos de PVC e podem ser adaptados para movimentos do cotidiano. A aula tem duração de uma hora, sendo que até 20 minutos são reservados para o momento de mais intensidade do treino.
A modalidade trabalha a resistência cardiovascular e respiratória, resistência muscular, força, flexibilidade, potência, velocidade, coordenação, agilidade, equilíbrio e precisão. Na musculação o trabalho é mais focado para partes mais específicas do corpo.
Segundo a instrutora e proprietária do Crossfit Joinville, Carla de Oliveira Martins, os mais jovens são o publico que mais procuram, já que a atividade é uma nova tendência, mas qualquer pessoa, independente da idade, pode praticar. A busca também é pela perda de peso. “A maioria quer emagrecer. O que o Crossfit faz é aumentar a qualidade de massa muscular, e aí, com o aumento dessa massa, a gente consegue ter uma grande perda de peso, de massa gorda e acelera bastante o metabolismo.”, explicou Carla.
Alguns alunos relatam que com um mês já conseguem perceber diferença na sua disposição física. Na modalidade, não há níveis separando os atletas, os mais novos treinam junto com os alunos mais experientes. “E é até ideal fazer isso para incentivar o aluno novo. O Crossfit é isso, poder integrar vários tipos de pessoas, de diferentes condicionamentos e idade”, contou Carla.
Os instrutores são treinados por profissionais americanos da própria marca Crossfit. Quando a equipe vem ao Brasil, oferecem treinamentos e provas para formar profissionais habilitados que vão trabalhar com a modalidade no país.
Durante a aula, a instrutora auxilia os alunos em como adaptar um movimento ensinado no treino para alguma atividade do dia a dia. Os exercícios podem ser feitos até em casa. “Tem alunos que treinam na praia e nos mandam o resultado para colocarmos no nosso quadro.”
Ladies Camp: Treinamento de guerra
Outra alternativa de treino funcional é o Ladies Camp. Oferecida exclusivamente pela academia Team Nogueira, a modalidade foi desenvolvida para o público feminino e é baseada em técnicas de circuito e movimentos funcionais do treinamento militar americano.
As atividades não envolvem o contato físico, o que evita lesões causadas e também incentiva a atividade em grupo. A filial joinvilense está há dois anos na cidade e encontra dificuldades para contratar profissionais que tenham um conceito diferente de treino, que quer ensinar valores de caráter e respeito com os adversários junto com o desenvolvimento das habilidades físicas, por isso investe trazendo profissionais do Rio de Janeiro e em formar novos instrutores. Segundo o diretor de marketing Diego Barbosa de Oliveira, o Ladies Camp é uma atividade que promove a amizade, o companheirismo e o trabalho em equipe. “É totalmente motivacional. Uma menina que está vendo outra fazer o exercício fica a motivando. É um trabalho de superação.”, disse Diego.
No fun, no gain!
Há modalidades que viram febre e conseguem manter um público ativo mesmo com o surgimento de novas opções no mercado. Atividades que usam a diversão como base do exercício físico, fugindo do tradicional “no pain, no gain” das academias de musculação. Como é o caso da RPM, da Nova Zelândia, Les Mills, uma atividade realizada em bicicletas que melhora o condicionamento cardiovascular. Uma aula de 45min queima até 900 kcal e pode ser feita quantas vezes na semana que o aluno preferir.
A RPM presente desde a abertura da The Best Academy no Shopping Mueller continua sendo a aula coletiva mais procurada, mesmo depois de 20 anos. É o treino que tem a maior queima calórica oferecida pela academia. De acordo com o coordenador do centro, Patrich Souza, tanto mulheres quanto homens podem praticar e é recomendada até por médicos.
Outras das modalidades muito procuradas também proporcionam grande gasto calórico. Dentro elas estão o Power Jump, Kangoo Jumps, TRX e Body Pump com queima de até 800 kcal por aula.
Patrich afirma que a procura pela musculação é maior quando a temperatura começa subir e as pessoas começam a utilizar menos roupas e se incomodar com detalhes do corpo. Mas, Segundo o coordenador, a concepção de academia está mudando tanto por indicação médica como por ser um assunto cada vez mais falado e divulgado. “Com a modernidade, nós acabamos ficando intactos. O trabalho é mais parado, mais sentado. Cada vez mais, estamos nos movimentando menos. A comodidade está aí, mas, em contrapartida, acaba gerando muitos problemas.”, explicou Patrich.
Os melhores pisos para a sua academia estão aqui!
Nossos pisos para academias trazem beleza, resistência, praticidade e economia. É tudo o que você precisa para a sua academia !

https://www.vedovatipisos.com.bnoticias-artigos/novas-tendencias-de-exercicios-invadem-as-academias/
submitted by Vedovati_Pisos to u/Vedovati_Pisos [link] [comments]


2020.09.28 08:35 DiabelAtreyu Não me identifico?!

Nunca conheci ninguém como eu. Não me encaixo em lugar nenhum, quero dizer, em homem nem mulher.
É bizarro. As pessoas olham pra mim e ficam na dúvida eterna, não sabem se me chamam de ele ou ela, sempre foi assim. Não sei se parei no tempo ou se é meu jeito que inspira isso. Talvez menos, porque agora estou enorme de gordo.
Desde pivete, as crianças me chamavam de sapatao (???), bichinha (???), esquisito e por aí vai. Nunca tive interesse em ninguém.
Namorei um cara por 8 meses, foi um inferno. Ele queria forçar o coito de todo jeito, fazia chantagem emocional, essas coisas. Era tão bichinha quanto eu, mas mesmo assim eu conseguia subjugar ele, no braço. Passei 7 meses tentando terminar, mas me livrei do embuste. Eu não gostava dele, era pressão psicológica da família. Ele era meu amigo, mas estragou isso.
Namorei uma mulher que, até me conhecer, era super bem resolvida. Lésbica. Causei o inferno na cabeça dela, porque a coitada não aceitava que poderia gostar de mim ou manter uma relação que não fosse com mulheres, ainda mais com alguém mais novo. Fizemos 1 ano de namoro, me vejo casando com ela no futuro próximo mas, ainda assim, trânsito entre os gêneros.
Se eu visto roupa de homem, fico parecendo uma menina com as roupas do pai. Se visto roupa de mulher fico, nas palavras da minha morena, um menino travesti desengonçado.
Isso aliado ao fato que não sinto atração sexual, minhas partes baixas são praticamente mortas. Não, não é problema de saúde. É como se tivesse um banquete, mas eu não tenho fome (e como do mesmo jeito, até passar mal, porque amo demais essa mulher pqp).
É isso. Só queria falar em algum lugar que pudesse achar alguém como eu. Obrigado.
submitted by DiabelAtreyu to arco_iris [link] [comments]


2020.09.28 01:36 Maeve555 Sou bissexual?

Eu sempre me considerei hétero, sempre gostei de homem e sempre namorei homens, mas eu sempre senti tesão em mulheres. Desde criança quando eu ia na banca de jornais, eu sempre olhava pra dentro da banca e tinha umas revistas playboys com mulheres semi nuas, e eu sempre observava aquelas fotos, também lembro uma vez que acidentalmente vi uma mulher sem roupa e eu não conseguia tirar os olhos dela. Teve um dia que eu fui na casa de uma vizinha, brincar de casinha com ela, nós entramos nessa casinha e ficamos falando de umas coisas , e acabou que a gnt começou a tirar a roupa e ficamos nos esfregando, e eu acabei lambendo a ppk , mas isso foi por alguns segundos nada demais. Depois na adolescência eu comecei a me masturbar e eu pesquisava fotos de homens pelados e sentia um tesão MT forte, depois eu vi uma foto de uma mulher nua e eu senti um tesão forte também. Outro dia eu vi uma mulher rebolando de calcinha e e eu senti muito tesão também... E com isso eu passei a me questionar, como as lésbicas fazem sexo? Passei a pesquisar pornô lésbico, no começo achei estranho, mas depois senti um tesão forte demais e tocava muito pra elas, pesquisava mulheres se masturbando, rebolando sem roupa, mulheres transando, fotos de mulheres em várias posições. Mas eu revezava assistia tanto lésbico quando hétero e eu gostava muito dos dois. Mas em nenhum momento eu questionei a minha sexualidade, eu fazia tudo as escondidas , teve até um dia que minha amiga mostrou a foto de mulher pelada, que recebeu pelo zap, ela começou a rir, falou q tava com nojo de ver aquela mulher, já eu ri também e falei "que nojo" mas era só pra ela pensar que eu também tinha nojo, mas por dentro eu estava com muito tesão de ter visto aquela mulher. Então o que vocês acham disso? Sou hétero ainda ou bissexual?
submitted by Maeve555 to arco_iris [link] [comments]